Morreu no dia 20 de dezembro de 1996 pela manhã, de pneumonia,
após longa luta contra o câncer de medula, Carl Sagan, 62
anos, o astrônomo que popularizou a ciência e viu suas obras
se transformarem best-sellers da divulgação científica.
Sagan ganhou o Prêmio Pulitzer de literatura de 1978 com o livro
The Dragons of Eden e deixou mais de 20 obras publicadas. Sua principal
pesquisa foi sobre atmosferas planetárias, exploração
de planetas em veículos espaciais e a origem da vida na Terra. Em
1980 a série Cosmos se tornou o programa de maior audiência
na história dos Estados Unidos, seguindo os passos da obra que o
inspirou (o livro Cosmos), que se manteve 70 semanas na lista dos mais
vendidos do New York Times. O seriado foi visto por cerca de 400 milhões
de pessoas no mundo. Uma das preocupações que o levou a divulgar
a astronomia era a sua própria sustentação: "A ciência
nunca foi tão dependente dos financiamentos públicos. O público
não vai dar apoio a uma coisa que não compreende", dizia.
O cientista teve importante papel nas missões Mariner, Viking
e Voyager de exploração em outros planetas do Sistema Solar.
Carl Sagan também orientou projetos em busca de civilizações
extraterrestres. Em 1960, concebeu a teoria sobre o efeito estufa da atmosfera
de Vênus: formada por dióxido de carbono, a atmosfera seria
extremamente quente em função da capa de nuvens que impedia
a saída do calor.
Uma vida em defesa da razão
A morte de Carl Sagan coincidiu com o lançamento no Brasil de
seu último livro, O mundo assombrado pelos demônios: a
ciência vista como uma vela no escuro, pela editora Companhia
das Letras. O livro que o astrônomo deixa agora como seu testamento
é uma defesa apaixonada da racionalidade e da ciência num
mundo cada vez mais dominado pela superstição em todas as
suas manifestações: do recente modismo dos anjos às
crenças dos protagonistas da Nova Era.
O tom tranqüilo dos 25 ensaios do livro não esconde a angústia
do cientista diante das manifestações de irracionalidade.
Cristais, astrologia, profecias de Nostradamus... Como explicar a atração
exercida pela pseudociência? "No âmago de algumas pseudociências
(e também de algumas religiões, da Nova Era e da Antiga Era)
- responde Sagan em seu livro - reside a idéia de que é o
ato de desejar que dá forma aos acontecimentos. Como seria agradável
se pudéssemos, como nas histórias infantis, satisfazer nosso
coração pelo simples ato de desejar..."
O livro está repleto de referências às crianças,
conseqüência da preocupação do cientista com a
situação da educação nos Estados Unidos e no
mundo. É nas crianças, segundo Sagan, que costumamos encontrar
a curiosidade em sua forma mais exuberante e saudável. "De vez em
quando tenho a sorte de lecionar num jardim-de-infância ou numa classe
do primeiro ano primário. Muitas dessas crianças são
cientistas natos (...) Perguntas provocadoras e perspicazes saem delas
aos borbotões (...) Elas nunca ouviram falar da noção
de perguntas imbecis (...) Toda pergunta é um grito para compreender
o mundo. Não existem perguntas imbecis".
Adaptado de "Jornal do Brasil", 21/12/96
Mário Schenberg atuou com muitos cientistas laureados com o prêmio
Nobel de física. Foi
pioneiro em vários campos da física e da química,
da astrofísica e da teoria das partículas
elementares. É autor de 114 trabalhos sobre astrofísica,
física teórica, física experimental, física
matemática, análise funcional e geometria
É de grande importância ressaltar a sua atuação
como político militante. Foi por duas vezes
eleito deputado estadual: pelo partido comunista brasileiro na constituinte
de 1946, e na legenda
do partido trabalhista brasileiro em 1962.
Mário Schenberg foi presidente da Sociedade Brasileira de Física,
e membro do conselho dessa
sociedade durante várias gestões. Sua ação
se destacou na definição de uma política da
comunidade de físicos contra o acordo nuclear Brasil-Alemanha
para construção de Usinas
Nucleares, pois tinha plena convicção de que no Brasil
o reator nuclear não poderia competir de
modo algum com a energia hidroelétrica.
O Professor Mário Schenberg nos deixou em 1990. Mas os seus trabalhos,
o seu modo de ser e a
sua ideologia ficarão eternamente nos corações
dos amantes da Ciência.
Veja o texto completo e referências aqui
Best known for his pioneering work in elucidating the mechanics of impacts and in the discovery of Earth-crossing bodies, Gene gained worldwide fame in March 1993 for his discovery, with Carolyn and colleague David Levy, of a comet that would strike Jupiter 16 months later. Comet Shoemaker-Levy 9 was just one of the finds that made this husband-wife team the leading comet discoverers of this century. They are also credited with discovering more than 800 asteroids. But the one research interest he never tired of was Meteor Crater, the kilometer-wide pit east of Flagstaff, Arizona.
While still in his teens, Gene realized that someday astronauts would walk on the Moon, and from that point forward his whole professional life would be directed toward becoming one of them. But a medical condition prevented him from ever being selected for the Apollo program. "Not going to the Moon and banging on it with my own hammer has been the biggest disappointment in life," he said last year. "But then, I probably wouldn't have gone to Palomar Observatory to take some 25,000 films of the night sky with Carolyn -- she scanned them all -- and we wouldn't have had the thrills of finding those funny things that go bump in the night."
Informação ceida po Sergio Lomonaco do CARJ.
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