No que se refere ao ensino informal, desenvolvemos materiais de exposição como modelos e painéis explicativos. Montamos exposições de astronomia em escolas e em eventos, como por exemplo a Feira da Providência (dezembro de 1991 no Riocentro), os X e XI SNEF (Simpósio Nacional de Ensino de Física), e a 46 Reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso de Ciência). Organizamos a Semana da Astronomia em São Pedro da Aldeia (Uma pequena cidade na região litorânea do estado do Rio de Janeiro). Em nossa sede organizamos cursos de férias de introdução à astronomia, palestras apresentadas por membros do clube ou cientistas convidados (como Ronaldo Rogério de Freitas Mourão), e debates. As experiências mais marcantes foram provavelmente as atividades realizadas com menores carentes: Primeiro com 10 menores infratores da FEEM (um órgão mantido pelo governo para recuperação de menores infratores) que foram selecionados por serem os de melhor conduta. O segundo desafio foi um encontro no complexo do Quintino (abrigo para menores infratores, traficantes, viciados...).
Em relação ao ensino formal discutimos um método alternativo que vem sendo implantado por nós e é baseado em ampla experiência com professores e alunos de 1° grau. Este método pode ser adaptado ao atual sistema de ensino e à realidade brasileira (que em muitos aspectos é semelhante à situação em toda a América latina). Nossa idéia fundamental é que o ensino de astronomia (como o de qualquer ciência) deve estar intimamente ligado à experiência. Isto pode parecer difícil já que estamos lidando com escalas de distâncias imensas, porém ocorre exatamente o contrário: os modelos dos movimentos da Terra, por exemplo, podem ser investigados através de observações quotidianas simples, como o movimento do Sol no céu, ou a variação do horário e local do poente ao longo do ano. É preciso que o professor tenha consciência de que não basta postular os conceitos, é necessário chegar a eles através da experiência e argumentos lógicos, sendo necessário o incentivo por parte do professor para que os alunos reparem mais no quotidiano. Assim, através de amplas discussões em sala de aula, chega-se ao modelo mais atual. Isto é perfeitamente factível, e as discussões além de interessarem os alunos criam conceitos mais sólidos já que o aluno realmente se convence de que aquilo que ele está estudando explica o mundo que ele observa diretamente. Assim, professor e aluno estarão fazendo exatamente o que é chamado de método científico, mostrando que ciência não é coisa chata..
Em ambos aspectos de ensino notamos um grande interesse e ótima recepção por parte de alunos, professores, menores crentes e do povo em geral.