Em 1994 a sonda americana Clementine detectou sinais de gelo nas crateras do pólo sul lunar. Esses dados foram muito contestados, pois o radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, também achou esses mesmos sinais nas partes iluminadas pelo Sol. O que não era possível. Logo, não havia uma prova concreta de que os sinais captados pela pequena sonda fossem realmente gelo.
[Clique aqui para uma imagem da sonda Clementine, ou aqui para um diagrama dessa sonda]
Em 1997 a Lunar Prospector, não deixou nenhuma dúvida quanto a evidência de gelo nos pólos lunares. William Feldman, do Laboratório Nacional de Los Alamos, nos Estados Unidos, disse na época: "Não sabemos bem o quanto de água existe. Mas ela está lá, na forma de cristais de gelo". O que garantiu tal resultado foi um aparelho chamado de espectrômetro de nêutrons.
Há uma estimativa, sobre a quantidade de água, que seria de 11 bilhões à 300 bilhões de litros. Parece um absurdo, mas segundo Feldman, não dá para precisar esses valores pois nunca usaram o espectrômetro de nêutrons para fazer esse tipo de medição na Lua. Não se pode saber como as condições lunares interferiram no resultado.
Uma coisa que deve ficar bem clara é que esses "depósitos de gelo" não ficam a céu aberto. A maioria dos cristais de gelo estão enterrados, misturados ao regolito – areia fina da Lua. Segundo a NASA, a concentração de água no regolito varia entre 0,3% e 1%. Ou seja, a cada 1 quilo de regolito, existiriam no máximo, 10 gramas de água. Em volume isso equivale a 10 mililitros – duas colheres de sopa.
Portanto existe realmente água na Lua, mas em pouca quantidade.
[ Volta para a página principal ]