| "Aulas
nos Quadrinhos", Correio
Braziliense, Brasília, sábado, 15 de julho de 2000, matéria
publicada no Caderno ESTE É MEU!, no. 4, pp. 1,3 e 4. |
| Você
já pensou em estudar por histórias em quadrinhos? Um pesquisador
chamado Francisco Caruso, 40 anos, e a estudante Luisa Daou, 17 anos, inventaram
esta fórmula mágica. O trabalho deles foi fazer historinhas
que explicassem lições de física (uma matéria
que faz parte de ciências e muita gente acha complicada). A idéia
deles é aumentar o projeto e fazer com que as escolas passem a colocá-lo
em prática. [inclui reproduções de 3 tririnhas]. |
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| "Tirinhas
de Física", Palavras (publicação mensal
da Associação Brasileira do Livro), Ano 1, número 2,
agosto de 2000, p. 7. |
Você
se lembra daqueles conceitos de Física que atormentam os adolescentes
no Segundo Grau? Pois agora eles ficaram mais fáceis de se entender
graças à ajuda e ao bom humor da estudante Luisa Daou e do
professor Francisco Caruso, que criaram um simpático livro-envelope
chamado Tirinhas de Física. Trata-se de um consolo para aqueles que
tiveram na disciplina um grande sacrifício. Agora é possível
entender pelo menos o básico da Física que faz parte de nosso
dia-a-dia.
Os interessados podem adquirir seu exemplar pelo telefone (21) [2]586-7287
ou
pelo fax (21) [2]586-7400. [inclui 1 reprodução]. |
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| "História
em Quadrinhos ajuda a contar Física", matéria no Caderno
Educação do jornal O DIA, Ano 50, No. 17.585, Rio de
Janeiro, 8 de agosto de 2000, p. 5. |
As
leis de Newton estão mais coloridas e a termodinâmica mais
engraçada, desde o lançamento da coleção Tirinhas
de Física, que traz lições dessa
disciplina em forma de histórias em quadrinhos.
Os desenhos são de Luisa Daou, aluna do Colégio Bennett, no
Flamengo, um dos participantes do Programa de Vocação Científica
do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Ela estava fazendo um
curso para aprender as técnicas dos quadrinhos, quando foi selecionada
para o projeto pelo professor Francisco Caruso, que escolhe os temas abordados
nas tiras.
O projeto busca despertar no aluno do Ensino Médio o interesse
pelas Ciências. Espero que essa pitada de humor venha ajudar no aprendizado,
explica Caruso.
As Tirinhas de Física são apresentadas em forma
de cartão-postal. Cada envelope vem com 12 historinhas diferentes,
e a idéia é chegar a 60 conceitos físicos transformados
em quadrinhos. |
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| Gisele
Araújo, "Física: O terror dos candidatos vira história
em quadrinhos", matéria no Jornal dos Sports Vestibulando,
Ano I, No. 36, 17 de agosto de 2000, p. 5. |
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Projeto:
Professor da UERJ cria método para ensinar a temida disciplina
através de tirinhas que explicam os conceitos. Aluna faz os desenhos.
AS
TIRINHAS ajudam a compreender melhor os conceitos da disciplina, de uma
forma descontraída. O projeto tem o objetivo de despertar nos estudantes
o interesse pela ciência.
Odeio Física! Esta é uma das frases mais escutadas no meio
estudantil. O extinto grupo Legião Urbana, sucesso nas décadas
de 80 e 90, fez até uma música onde esta frase era citada.
Pensando em desmistificar esta máxima, o pesquisador e professor
de Física da UERJ, Francisco Caruso, e a estudante Luisa Daou,
de 16 anos, inventaram uma fórmula mágica: estudar Física
através de história em quadrinhos.
O professor
Caruso já tinha a idéia para o projeto, mas faltava um desenhista.
Foi aí que surgiu a Luisa. A estudante foi selecionada para participar
do Programa de Vocação Científica do Centro Brasileiro
de Pesquisas Físicas (CBPF). Ela estava fazendo um curso para aprender
as técnicas dos quadrinhos, quando foi escolhida para o projeto
de Caruso. Luisa queria treinar o seu aprendizado no curso de quadrinhos
e eu tinha a idéia. Juntamos a fome com a vontade de comer e lançamos
as tirinhas, mesmo sem patrocínio, conta o professor.
Através
da coleção Tirinhas de Física, que traz lições
em forma de quadrinhos, Caruso pode ensinar a matéria de forma
divertida. Não queremos substituir o livro. A tirinha veio
para ser usada em parceria com o material didático, traduzindo
os conceitos básicos da disciplina, explicou.
Segundo
Caruso, o projeto busca despertar no aluno do Ensino Médio o interesse
pelas Ciências. As tirinhas são apresentadas
em forma de cartão-postal. Cada caixa vem com 12 historinhas diferentes.
A idéia é chegar a 60 conceitos físicos transformados
em quadrinhos e fazer com que os alunos tenham mais interesse e vontade
de estudar Física.
O lançamento do projeto aconteceu em Brasília, na [reunião
da] Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em
julho. No Rio, o programa foi lançado no último dia 9, no
Colégio Bennett. A direção do Bennett, inclusive,
já comprou dez caixinhas para distribuir entre os professores,
para que o projeto seja incluído no seu programa escolar,
finalizou Caruso.
Para aqueles que ficaram interessados no projeto, seja para uso próprio
ou para apresentar a idéia em seu colégio, o professor Caruso
está à disposição de todos pelo telefone:
[2]586-7287 ou no e-mail: caruso@lafex.cbpf.br [e-mail atual: caruso@cbpf.br]
[inclui a reprodução de 3 tirinhas].
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| Marcos
Hecksher, "'Tirinhas de Física': o humor entra na batalha para
explicar a ciência", Jornal da Ciência, Ano XIV,
8 de setembro de 2000, no. 443, p. 12. |
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Vencer o
medo dos alunos com relação à Física é
o maior desafio dos professores dessa disciplina no ensino médio.
O humor é uma das saídas propostas por Francisco Caruso,
do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no RJ.
Aproveitando o talento da estudante Luisa Daou, de 17 anos, ele realizou
um projeto antigo: as Tirinhas de Física. Criadas para
acompanhar o ensino tradicional, as tiras buscam sintetizar idéias
abstratas e enunciados impessoais em situações cômicas,
tornando o assunto mais atraente e facilitando o entendimento. Os cartuns
ilustram conteúdos do currículo escolar e também
noções de Física Moderna e Contemporânea não
abordados no curso, como Cosmologia e Partículas Elementares.
Em um ano de trabalho, a dupla já produziu 30 tiras e pretende
dobrar esse número. As doze primeiras foram publicadas juntas como
cartões-postais em uma caixinha de papelão, vendida por
R$ 10 no CBPF e, em algumas livraria, por R$ 15. A impressão dos
primeiros 1.000 exemplares foi financiada pelo CBPF e o próprio
Caruso pagou a confecção das caixas. Segundo ele, os cartões
têm feito sucesso maior que o previsto. A um mês do
lançamento já vendemos quase 200 caixas. Volta e meia, recebemos
pedidos de pais de alunos e colégios como o Pedro II, afirma.
As
tirinhas também foram adotadas em um curso de formação
continuada para professores de 7a. e 8a. séries, da Fundação
Cesgranrio, passando a integrar o kit de materiais. Caruso participa do
curso explicando como utilizá-las em sala de aula.
Em
geral, as tiras são de fácil compreensão, mas alguns
conceitos foram propositalmente incluídos para provocar dúvida
e curiosidade no aluno. O professor precisa estar preparado para responder,
diz. Outras aplicações para as tiras, como a publicação
em livro ou revista, ainda estão sendo estudadas. O ideal
seria que a Secretaria de Educação comprasse a idéia
e adotasse o material nas escolas públicas, sugere o idealizador.
Aluna do 2º ano do ensino médio no Colégio Bennett,
Luisa Daou conheceu Caruso em 99, quando passou pela seleção
do Programa de Vocação Científica do CBPF. Durante
a entrevista, Luisa disse que gostava de desenhar e estava iniciando um
curso de história em quadrinhos. Foi quando Caruso teve o estalo:
finalmente, poderia realizar seu projeto. Orientando a estudante em seu
projeto, Caruso escolhe os temas dos quadrinhos e explica a Luisa, que
cria as tiras.
Eu adquiri noções de vários conceitos básicos
de Física e pude expressar a compreensão a partir de uma
linguagem própria, diz a estudante.
A vocação de Luisa, porém, não é científica.
Ela planeja prestar vestibular para desenho indiustrial, no que tem todo
o apoio de seu orientador. Nosso programa não pretende converter
ninguém. Fico feliz se os alunos saírem daqui com um carinho
especial pela Física.
Fone: (21) [2]586-7287. E-mail: caruso@lafex.cbpf.br [novo e-mail: caruso@cbpf.br]
[inclui 1 reprodução]
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O
Globo, terça-feira, 26 de setembro de 2000, Caderno Megazine,
pp. 4-5.
Artigo de José Vilhena |
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Sala de aula:
Professores usam HQs para explicar eletricidade, ótica, mecânica,
cosmologia e relatividade.
Física em Quadrinhos: Pachecão não está mais
sozinho. Seguindo os passos do professor de física que ficou famoso
por criar músicas bem humoradas para ajudar o aluno a guardar fórmulas
complicadas, outros colegas de profissão estão apostando
na diversão, mais precisamente nas histórias em quadrinhos,
para falar sério de física. [Comentário
dos autores: em momento algum os autores das "Tirinhas" se inspiraram
no trabalho do Prof. Pachecão. Ao contrário de sua proposta,
as "Tirinhas de Física" não pretendem valorizar
de modo algum qualquer tipo de memorização. Sugere-se que
o leitor interessado em compreender melhor a proposta das "Tirinhas"
leia as apresentações.]
Pesquisador
do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Francisco Caruso
ficava frustrado em ter que usar como material didático livros
com linguagem formal para dar aulas de física no ensino médio.
Ele acreditava que se as aulas tivessem como base situações
do cotidiano, o aprendizado seria mais prazeroso e, assim, a física
deixaria de ser vista como um bicho de sete cabeças. [Nota
dos autores: Francisco Caruso nunca deu aula no ensino médio]
Ao
conhecer Luisa Daou, de 16 anos, aluna da 2a. série do ensino médio,
ele uniu o útil ao agradável. Como Luisa sabia desenhar,
resolveram fazer tirinhas com princípios da física. A idéia
deu certo e os quadrinhos já são adotados pelo Colégio
Bennett e pelo Centro Educacional Anísio Teixeira (Ceat).
Por meio das HQs, os dois tratam de assuntos como eletricidade, ótica,
mecânica, física moderna, física de partículas,
cosmologia, relatividade e gravitação com muita criatividade
e humor. Para Luisa, as tirinhas permitiram que ela adquirisse noções
de vários conceitos da física.
- Além dos assuntos clássicos, pude também aprender
outros conceitos mais adiantados e complexos como os da física
de partículas elementares e cosmologia, que estão mais relacionados
aos dias atuais.
Já o professor José Carlos Maia de Souza aproveita a linguagem
das tirinhas - só que as publicadas em jornais - nas provas. Além
disso, usa exemplos do cotidiano para explicar as leis da física.
Nas aulas sobre eletricidade, por exemplo, manda os alunos levarem a conta
de luz.
- Como há o preço do kilowatt/hora especificado na conta,
os alunos podem calcular em cima de uma lâmpada de 100 watts qual
o custo de manter a luz ligada por um determinado período - diz
José Carlos.
Para Tiago Goulart Barbosa, do 3o. ano do ensino médio, o novo
método facilita a vida do vestibulando:
- Acabou a decoreba. A pergunta pode ter um enunciado diferente, pois
agora eu entendo o fundamento e não preciso ficar preso às
fórmulas.
[inclui uma foto dos autores e a reprodução de 3 trininhas].
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| Rosane
Carneiro, "Física em Quadrinhos ao alcance de todos", Jornal
Educar, Ano 4, N. 21, 2000, p. 22. |
Uma
onça faminta avança sobre um galho, em direção
a um macaquinho, em outro galho. Desculpe-me, esta é a lei
da selva. Ao passar para o galho do símio, a onça o
quebra com seu peso e cai. O macaquinho não perdoa: Desculpe-me,
mas esta é a lei da gravidade. Infalível!.
Entendeu? Pura Física. Lançando mão de situações
e história leves como esta, o físico Francisco Caruso expõe
conceitos de Física, ilustrados com o traço alegre da estudante
Luisa Daou, de 17 anos, aluna do Ensino Médio do Colégio Bennett.
Pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e professor
da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Francisco Caruso lançou,
em julho de 2000, as Tirinhas de Física, caixinhas com histórias
em quadrinhos que abordam desde conceitos clássicos de Mecânica,
Óptica e Calor, a questões de Física moderna, como
antipartículas e expansão do universo.
Era uma idéia antiga, nascida da necessidade de experimentar
uma nova linguagem no ensino da Física, diz ele. O pensamento
tomou corpo quando o professor conheceu Luisa, que, ao tentar uma vaga no
programa Vocação Científica do CBPF, revelou ao mestre
sua habilidade para o desenho. A estudante, que planeja cursar Desenho Industrial,
aprovou a idéia e garante que também se beneficiou com o novo
método. Além de uma compreensão melhor dos conceitos
físicos, obteve progresso em Matemática. A Física
é experimental, como a Química, e os quadrinhos nos ajudam
a alcançar o entendimento mais rápido, afirma ela, satisfeita
por sua participação fundamental no projeto.
A série de desenhos já está no terceiro volume - cada
um equivale a uma caixinha com 12 tiras - e a dupla pretende lançar
o quarto ainda este ano. Feitas com lápis de cor, aquarela, canetas
hidrográficas, criadas em computador ou resultantes de colagens,
as tirinhas são boladas em conjunto, a partir de observações
do cotidiano ou de questões que Luisa traz muitas vezes da sala de
aula. Uma história pode surgir em minutos ou levar alguns dias para
amadurecer, mas o tempo de passá-la para o papel é de cerca
de duas horas.
As fontes de inspiração são muitas. Uma cena de levantamento
de peso nas últimas Olimpíadas inspirou uma tirinha que corrige
a falsa impressão de que o peso aumenta com o tempo, alardeada por
um comentarista esportivo. Já a cena clássica do coiote que,
em um desenho animado, sempre cai em um desfiladeiro ao perseguir o Papa-Léguas,
gerou uma tirinha que corrige o erro - também clássico - de
que os objetos caem em linha reta.
Cada volume é vendido a R$ 10,00 e impresso em edição
independente de mil exemplares. Francisco Caruso contabiliza entre 500 e
600 caixas vendidas e revela que a venda financiará a edição
das Tirinhas de Física - Volume 4. Ainda em fase de divulgação,
após o lançamento na reunião anual da Sociedade Brasileira
para o Progresso da Ciência, em Brasília, as tirinhas foram
compradas e estão sendo planejadas para o ano letivo de 2001 por
escolas como o Centro Educacional Anísio Teixeira e o Instituto Metodista
Bennett, no Rio de Janeiro, embora instituições de outros
estados também tenham interesse no material.
Os quadrinhos são indicados para turmas de nível médio,
como complementação à cadeira de Física, explica
Caruso. Mas o método utilizado para aplicá-lo em sala fica
a critério do professor: Eu, particularmente, utilizaria as
historinhas como motivação, antes dos livros didáticos.
Elas são lúdicas, despertam a curiosidade para o conteúdo
da disciplina, sugere o pesquisador, ressaltando que podem ser aproveitadas
de muitas formas. O professor pode também pedir aos alunos
que criem seus próprios quadrinhos, sugere.
Para os alunos, a resposta é sempre inesperada, comenta
Rosângela Pinheiro, professora de Física da Sociedade Educacional
Fernando Alves (Méier) e das escolas estaduais Antônio Maria
Teixeira Filho (Leblon) e Inácio Azevedo do Amaral (Jardim Botânico).
Ela adota as tirinhas em todas as turmas em que leciona, mas, antes, prefere
ensinar o conteúdo aos alunos. Distribuídos em pequenos grupos,
eles devem relatar o conceito exposto na tirinha e interagir para discuti-lo.
Eles montam perguntas que eles mesmos respondem, dando aula uns aos
outros, conta. Depois a professora os corrige e acrescenta o que é
necessário.
Já no Instituto de Física da Uerj, as Tirinhas de Física
são apresentadas ao futuros mestres da disciplina para que sejam
montados projetos de aula com o material. As aulas dos formandos serão
ministradas aos alunos do Colégio de Aplicação da universidade.
A idéia é fascinante, elogia Maria Cristina da
Silva Ferreira, professora da Uerj e do Colégio de Aplicação
responsável pela utilização das tirinhas em sala Os
futuros professores devem aprender a desenvolver, através dos quadrinhos,
a crítica e a criatividade dos alunos, corrigindo as distorções
conceituais, explica.
Francisco Caruso e Luisa Daou agora inserem, nas próximas histórias,
conceitos ligados à cidadania. Têm planos, também, de
montar uma homepage com os quadrinhos e publicar as Tirinhas de Física
em livro, por alguma editora. A julgar pela boa aceitação
das tirinhas, atingir tais objetivos parece tão certo quanto as leis
da Física.
[inclui 2 fotos]. |
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| "Física
em Quadrinhos", UERJ em Questão, Ano VII, número
70, agosto-outubro de 2000, p. 14. |
|
Facilitar
o aprendizado de Física. Foi com este objetivo que o professor
Francisco Caruso, do Instituto de Física, decidiu criar histórias
em quadrinhos que expliquem conceitos considerados incompreensíveis
para muitos estudantes, como a inércia, a velocidade da luz e a
refração. Um trabalho que foi desenvolvido pelo professor
e pela estudante do 2o. ano do ensino fundamental [sic] Luisa Daou, de
16 anos.
- É muito difícil envolver o jovem em atividades científicas.
Daí surgiu a vontade de traduzir conceitos básicos de Física
de uma maneira bem-humorada com o auxílio de ilustrações
- explica Caruso.
Os conceitos de ação e reação e leis como
a da gravidade serviram de inspiração para o kit de 12 tirinhas
que foi lançado na 52a. Reunião da Sociedade Brasileira
para o Progresso da Ciência (SBPC), em Brasília, no final
de julho. O trabalho retrata a parceria entre a experiência de Caruso
e o talento de Luisa para compreender a Física.
- Todo mundo acha que a Física é muito difícil Um
dos motivos que me atraiu no projeto foi a possibilidade de entender a
matéria - diz a estudante.
Criar novas formas de ensinar é uma das propostas do projeto Vocação
Científica, criado há treze anos pela Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz), e que tem como um de seus frutos o trabalho do
professor Francisco Caruso. Também participam do Projeto o Centro
Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), onde Caruso é pesquisador,
o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e o Instituto
de Pesquisas da Petrobras. O objetivo é aumentar o interesse dos
estudantes pelas Ciências.
- O estudo das Ciências hoje desperta tédio. O professor
tem que furam este bloqueio de alguma maneira. Não quero convencer
adolescentes a serem físicos, mas gostaria que eles tivessem uma
relação carinhosa com essa matéria e compreendessem
a sua importância - explica o professor.
Caruso e Luisa pretendem ainda produzir uma quantidade maior de tiras,
no total de quatro ou cinco jogos até o fim deste ano. Informações
podem ser obtidas no telefone [2]586-7287 ou pelo e-mail caruso@lafex.cbpf.br
[novo e-mail: caruso@cbpf.br].
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| |
| "Tirinhas
de Física", Ciência Hoje, Vol. 28, nº 168/jan/fev
2001, p. 69. |
| Para facilitar a compreensão
de conceitos básciso da física, os autores buscaram explicar
a ciência de uma forma diferente, através do humor. Com duas
ou três imagens e textos suscintos, as idéias escondidas nas
formulações abstratas das equações matemáticas,
sào representadas a partir de situações simples e divertidas
do cotidiano. Além dos assuntos clássicos, como os que envolvem
as terias de Galileu e de Newton, as Tirinhas apresentam conceitos
mais adiantados, como os relacionados à física de patrtículas
elementares e à cosmologia. Trata-se de um ótimo instrumento
de apoio aos professores para ajudar os alunos a compreenderem melhor os
temas aboradados em sala de aula. |
| |
| "Tirinhas
ensinam Física de modo divertido", Jornal do Commercio
(Recife), 18/7/2001, Cad. Ciência/Meio Ambiente, p. 5 |
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Duas crianças estão na base da Torre Eiffel em Paris, [sic.,
trata-se, na verdade, da Torre de Pisa, Itália] quando a
maior pergunta: O que pesa mais, um quilo de chumbo ou de algodão?
"É claro que pesam a mesma coisa", responde a outra.
No quadro seguinte, do alto do monumento, um velho joga duas bolas, uma
feita de chumbo e outra de algodão, e o garoto indaga novamente:
Qual delas chegará primeiro ao chão: "A de chumbo,
é claro", diz o menor. "Bobo! Galileu já provou
que no vácuo, o tempo de queda é o mesmo", rebate.
O diálogo, que se propõe a ensinar Física de uma
maneira simples, ilustra uma das Tirinhas de quadrinhos que tiveram uma
página na Internet (www.cbpf.br/tirinhasdefisica) lançada
ontem, na 53º Reunião Anual da SBPC.
A página tem todos os cinco volumes das Tirinhas de Física,
criadas há dois anos pelo pesquisador Francisco Caruso e a estudante
Luisa Daou, só que separadas por temas, como magnetismo, eletricidade,
cosmologia, mecânica quântica e relatividade.
"É um material paradidático destinado a professores
e estudantes da oitava série ao pré-vestibular", resume
Caruso, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisa Físicas (CBPF)
e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
Na versão impressa, as Tirinhas são apresentadas em forma
de cartões postais, separados em cinco volumes. Cada volume, que
tem formato de envelope, contém doze Tirinhas, e é vendido
por e-mail (caruso@cbpf.br) a R$ 10,00 mais as despesas postais.
[inclui 1 reprodução]
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