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Fazer
humor com ciência... parece um desafio intransponível.
Ora, a ciência é algo que exige dedicação
e que sempre está associada a uma declaração séria.
As leis da Física são enunciados impessoais e gerais.
Como, então, pensar no humor? Mas o humor sai de uma visão
particular do mundo. Não do fato em si, mas da maneira como se
pode contá-lo, assim como a ciência, que olha para a realidade
e nela encontra uma forma de descrevê-la. Para fazer humor com
a ciência é preciso ultrapassar um trauma; ir além
daquilo que parece sério e impessoal e conseguir chegar ao outro
de uma forma divertida. Esta ponte não é fácil
de ser ultrapassada. Exige enorme capacidade de síntese para
expressar uma idéia abstrata a partir de situações
sem a necessidade de uma longa introdução. É isso
que vai aparecer nas tiras de Luisa Daou que soube expressar, em duas
ou três imagens, com textos sucintos, idéias que estão
escondidas na formulação abstrata das equações
matemáticas. Francisco Caruso, físico de experiência
e com vasta estrada na pesquisa, dá o tema, fornecendo os elementos
essenciais para que Luisa os transforme em desenhos e diálogos.
Cada prancha fala de uma idéia que nem sempre será fácil
de associar com a matéria aprendida nas salas de aula. Mas não
desespere. Atrás da brincadeira há uma mensagem. E esta
fica em nossa memória e um dia servirá para facilitar
a compreensão de alguns conceitos que a física nos apresenta. Henrique
Lins de Barros
Museu de Astronomia |
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Participar do Programa de Vocação Científica foi,
para mim, como esclarecer um mistério, conhecer um mito que eu
sempre cultivei com relação às ciências exatas.
Ao entrar para o CBPF, fui matando uma curiosidade sobre como era a vida
de um verdadeiro cientista, seus pensamentos, seus objetivos... Ficar
perto dos físicos, naquele ambiente, justificava de fato o respeito
que, sem saber bem o porquê, sempre tive por quem faz Ciência.
Luisa Daou |
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A idéia das tirinhas de física é genial. Elas reapresentam de maneira lúdica alguns fundamentos da física que nem sempre temos facilidade de entender por meio de fórmulas ou postulados. Essa conjugação entre humor e educação é uma das grandes qualidades deste trabalho. Trata-se de um material didático que prima pela simplicidade, instigando a inteligência e facilitando a todos a compreensão de alguns fenômenos da vida. Além disso, cada tirinha pode ser utilizada como cartão postal, o que agrega a esta proposta um sentido ainda mais sedutor e prático. Sob a orientação de um cientista perspicaz, o professor Francisco Caruso, a bolsista do programa de vocação científica do CBPF, Luisa Daou, pôde expressar competentemente, em imagens, conceitos da física que são muito importantes no cotidiano e no imaginário de qualquer cidadão. Iniciativas como esta dão à ciência mais chances de ser divulgada e, com isso, consolidar novos campos de soluções para as angústias da humanidade. Ao mesmo tempo, possibilita estabelecer novas linguagens com os jovens estudantes mostrando que qualquer ciência é fácil de ser entendida se partirmos de exemplos bem humorados. Em cada brincadeira ou jogo há uma aula implícita. Uma aula de bom gosto que tenta, pelo humor, estimular o pensamento dos alunos. É assim, com alegria, que devemos nos envolver nesta viagem pelas tirinhas. Boas risadas com a física. Ricardo Ferreira Freitas |
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Participar do Programa de Vocação Científica
do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas foi para mim como esclarecer
um mistério, conhecer um mito que eu sempre cultivei com relação
às ciências exatas. Assim pude matar uma curiosidade como
é a vida de um verdadeiro cientista, seus pensamentos, seus objetivos...
Ficar perto dos físicos, naquele ambiente, justificava de fato
o respeito que, sem saber bem o porquê, sempre tive por quem faz
Ciência. Luisa Daou |
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| O
tempo, moldado pela memória, é o que faz de cada um de nós
o que nós somos. Lembranças
Lembranças de fatos
banais. O gosto de bolo no café, um episódio histórico,
a arte inesperada de alguém no metrô, as leis da Física,
o sorriso da avó ao piano, fotos, imagens, flashes, as equações
matemáticas... É essa a matéria de que somos feitos:
memória, lembranças, emoções. Se um fato não
nos toca, não nos emociona, é rapidamente esquecido, apagado
de todo e qualquer plano da memória. É a emoção
que amarra o conhecimento, dando-lhe corpo e alma. É aí que
as "Tirinhas" de Caruso e Luisa aparecem. Francisco Caruso, físico
experiente do CBPF e da UERJ, sabedor da importância do ensino básico,
sugere, orienta, oferece às "Tirinhas" o corpo e a matéria.
Luisa Daou, aluna de nível médio, jovem estudante de Vocação
Científica do CBPF, com seus desenhos cria a forma e gera a vida.
O traço de Luisa tem isso: dá um toque de humor, às
vezes de suave melancolia, às situações banais que
envolvem a ciência do dia-a-dia, transmite a emoção
do conhecimento, o prazer e a alegria de explicar e entender o mundo, tão
ausente da sala de aula. É por isso que as "Tirinhas" são
um instrumento importante para o que interessa: a motivação
do aluno, a boa lembrança, a fixação do aprendizado,
amarrando o conteúdo com a vida. São inesquecíveis
porque mexem com a gente, e por isso mesmo são fundamentais.
Roberto Moreira Xavier de Araújo |
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Participar do Programa de Vocação Científica
do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas foi para mim como esclarecer
um mistério, conhecer um mito que eu sempre cultivei com relação
às ciências exatas. Assim pude matar uma curiosidade sobre
como é a vida de um verdadeiro cientista, seus pensamentos, seus
objetivos... Ficar perto dos físicos, naquele ambiente, justificava
de fato o respeito que, sem saber bem o porquê, sempre tive por
quem faz Ciência. Luisa Daou |
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As
tirinhas se constituíram, sempre, em cenário próprio
para passar mensagens sociais e políticas por meio de instrumento
ágil e conciso e de modo inteligente. Isac João de Vasconcellos |
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| Há
algum tempo, um amigo me disse que se lembrou do método de alfabetização
de Paulo Freire vendo as Tirinhas. Se pensarmos nos desafios
da alfabetização científica e na necessidade inerente
de desenvolver um material ligado ao dia-a-dia de quem vai aprender, esse
comentário, além de nos honrar muito, expressa bem parte de
nossa motivação. As Tirinhas de Física começaram a ser feitas em agosto de 1999, como atividade do programa de Vocação Científica de Luisa Daou, jovem estudante do ensino médio, que pretende fazer vestibular para Desenho Industrial. Sua perspicácia, motivação, habilidade e senso de humor são ingredientes fundamentais para o sucesso das Tirinhas. Hoje, as Tirinhas já estão sendo utilizadas por vários professores no Rio de Janeiro e em outras cidades e também têm sido trabalhadas no curso de Licenciatura em Física da UERJ. Os comentários que temos recebido são sempre elogiosos e servem de grande estímulo para continuarmos nosso trabalho. Portanto, é com grande satisfação que apresentamos aqui o quarto conjunto de 12 postais. Agradecemos aos Professores Anibal Omar Caride e Alberto Santoro pelo apoio que permitiu a impressão desse volume IV das Tirinhas e ao Erick Hoepfner pelo incansável auxílio na digitalização e edição das imagens. Francisco Caruso |
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Marshall McLuhan, o renomado teórico da Comunicação,
revisitando o mito de Narciso, atribuiu a paralização dos
seus sentidos diante da imagem refletida nas águas calmas de um
lago, à total incapacidade de compreender o fenômeno da reflexão
da luz. Assim, diferentemente da interpretação usual, o
agente da anestesia sensorial foi o despreparo para processar a informação
recebida e não a embriaguez com a própria beleza. Segundo
essas idéias, cada vez que nos defrontamos com uma mídia
cujos procedimentos não podemos assimilar, nosso sistema nervoso,
do qual a mídia se faz extensão, protege-se contra a saturação
de sua excitação e se torna impenetrável a qualquer
outro assédio externo. Mergulhados num cotidiano densamente povoado
de mensagens e apelos veiculados por poderosa, complexa e velocíssima
mídia, a reação narcisista no sentido de McLuhan
torna-se regra para os cidadãos comuns. O conteúdo das mensagens
pouco importa mas sim a natureza do seu veículo: compreende-la
é essencial para superar a paralisia. |
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Há algum tempo, um amigo me disse que se lembrou do método
de alfabetização de Paulo Freire vendo as Tirinhas.
Se pensarmos nos desafios da alfabetização científica
e na necessidade inerente de desenvolver um material ligado ao dia-a-dia
de quem vai aprender, esse comentário, além de nos honrar
muito, expressa bem parte de nossa motivação. Francisco Caruso |
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