Volume 1 - Henrique Lins de Barros

Volume 2 - Ricardo Ferreira Freitas
Volume 3 - Roberto Moreira Xavier de Araújo
Volume 4 - Isac João de Vasconcellos
Volume 5 - Alfredo Marques

Veja também "Comentários"

Fazer humor com ciência... parece um desafio intransponível. Ora, a ciência é algo que exige dedicação e que sempre está associada a uma declaração séria. As leis da Física são enunciados impessoais e gerais. Como, então, pensar no humor? Mas o humor sai de uma visão particular do mundo. Não do fato em si, mas da maneira como se pode contá-lo, assim como a ciência, que olha para a realidade e nela encontra uma forma de descrevê-la. Para fazer humor com a ciência é preciso ultrapassar um trauma; ir além daquilo que parece sério e impessoal e conseguir chegar ao outro de uma forma divertida. Esta ponte não é fácil de ser ultrapassada. Exige enorme capacidade de síntese para expressar uma idéia abstrata a partir de situações sem a necessidade de uma longa introdução. É isso que vai aparecer nas tiras de Luisa Daou que soube expressar, em duas ou três imagens, com textos sucintos, idéias que estão escondidas na formulação abstrata das equações matemáticas. Francisco Caruso, físico de experiência e com vasta estrada na pesquisa, dá o tema, fornecendo os elementos essenciais para que Luisa os transforme em desenhos e diálogos. Cada prancha fala de uma idéia que nem sempre será fácil de associar com a matéria aprendida nas salas de aula. Mas não desespere. Atrás da brincadeira há uma mensagem. E esta fica em nossa memória e um dia servirá para facilitar a compreensão de alguns conceitos que a física nos apresenta.

Henrique Lins de Barros
Museu de Astronomia

Participar do Programa de Vocação Científica foi, para mim, como esclarecer um mistério, conhecer um mito que eu sempre cultivei com relação às ciências exatas. Ao entrar para o CBPF, fui matando uma curiosidade sobre como era a vida de um verdadeiro cientista, seus pensamentos, seus objetivos... Ficar perto dos físicos, naquele ambiente, justificava de fato o respeito que, sem saber bem o porquê, sempre tive por quem faz Ciência.
A idéia de fazer as tirinhas partiu do meu orientador, Prof. Caruso, que muito me ajudou a elaborá-las. Assim que ele me apresentou a idéia eu logo aceitei. Achamos que talvez os quadrinhos pudessem ser usados nas escolas para ajudar outras pessoas a compreenderem melhor alguns conceitos básicos da Física (além de provocar algumas risadas). Isso seria uma repercussão muito legal e útil do nosso projeto, o que me deixou muito motivada.
Fazer essas tirinhas permitiu que eu adquirisse noções de vários conceitos básicos de Física, e que pudesse expressar a compreensão do meu ponto de vista através de uma linguagem própria. Além dos assuntos clássicos, como os que envolvem as teorias de Galileu e de Newton, pude também pesquisar e aprender outros conceitos mais adiantados e complexos, até os mais atuais, como os relacionados à Física de Partículas Elementares e à Cosmologia. Em um ano fizemos 30 tirinhas e vocês encontrarão aqui uma amostra de 12, selecionada para divulgar parte dos resultados de minha Vocação Científica. Quem sabe com isso conseguimos apoio para imprimir as demais?
À Profa. Tânia Cardona, do Colégio Bennett, agradeço por ter me incentivado a participar do Programa de Vocação Científica. Gostaria também de agradecer a Nilton Alves Jr., Carlil Gibran Fonseca de Macedo e Nilton Carlos da Costa Braga, da Coordenação de Atividades Técnicas do CBPF, bem como ao Prof. Ricardo Freitas e à sua equipe da Comuns da UERJ — em particular à Mariana Melim, à Adriana Melo e Souza e ao José Carlos Braga — e ao Erick Hoepfner pelo auxílio nas diversas fases de digitalização e edição das imagens. Ao Prof. Anibal Omar Caride, Coordenador de Formação Científica do CBPF, que acreditou em nosso projeto e viabilizou a impressão desse conjunto de postais. E ao Caruso, claro, pela idéia de fazer esse trabalho e pelo constante apoio.

Luisa Daou
Rio, junho de 2000

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A idéia das tirinhas de física é genial. Elas reapresentam de maneira lúdica alguns fundamentos da física que nem sempre temos facilidade de entender por meio de fórmulas ou postulados. Essa conjugação entre humor e educação é uma das grandes qualidades deste trabalho. Trata-se de um material didático que prima pela simplicidade, instigando a inteligência e facilitando a todos a compreensão de alguns fenômenos da vida. Além disso, cada tirinha pode ser utilizada como cartão postal, o que agrega a esta proposta um sentido ainda mais sedutor e prático. Sob a orientação de um cientista perspicaz, o professor Francisco Caruso, a bolsista do programa de vocação científica do CBPF, Luisa Daou, pôde expressar competentemente, em imagens, conceitos da física que são muito importantes no cotidiano e no imaginário de qualquer cidadão. Iniciativas como esta dão à ciência mais chances de ser divulgada e, com isso, consolidar novos campos de soluções para as angústias da humanidade. Ao mesmo tempo, possibilita estabelecer novas linguagens com os jovens estudantes mostrando que qualquer ciência é fácil de ser entendida se partirmos de exemplos bem humorados. Em cada brincadeira ou jogo há uma aula implícita. Uma aula de bom gosto que tenta, pelo humor, estimular o pensamento dos alunos. É assim, com alegria, que devemos nos envolver nesta viagem pelas tirinhas. Boas risadas com a física.

Ricardo Ferreira Freitas
Faculdade de Comunicação da UERJ

Participar do Programa de Vocação Científica do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas foi para mim como esclarecer um mistério, conhecer um mito que eu sempre cultivei com relação às ciências exatas. Assim pude matar uma curiosidade como é a vida de um verdadeiro cientista, seus pensamentos, seus objetivos... Ficar perto dos físicos, naquele ambiente, justificava de fato o respeito que, sem saber bem o porquê, sempre tive por quem faz Ciência.
A idéia de fazer os quadrinhos partiu do meu orientador, Prof. Francisco Caruso, que muito me ajudou a elaborá-los. Logo que ele me apresentou a idéia eu a aceitei. Achamos que, talvez, os quadrinhos possam ser usados nas escolas para ajudar outras pessoas a compreenderem melhor alguns conceitos básicos da Física (além de provocar algumas risadas). Isso seria uma conseqüência muito legal do nosso projeto, o que me deixou muito motivada.
Fazer as "Tirinhas de Física" permitiu que eu adquirisse noções de vários conceitos básicos de Física, e que pudesse expressar minha compreensão através de uma linguagem própria. Além dos assuntos clássicos, como os que envolvem as teorias de Galileu e de Newton, pude também aprender outros conceitos mais adiantados e complexos, até os mais atuais, como os relacionados à Física de Partículas Elementares e à Cosmologia. Vocês encontrarão aqui o segundo conjunto de 12 postais. Aguardem os próximos!
Agradeço à Profa. Tânia Cardona, do Colégio Bennett, ao Prof. Ricardo Freitas, da UERJ, e à Profa. Nilma Fontanive, da Fundação CESGRANRIO, pela colaboração no trabalho inicial de divulgação das "Tirinhas".
Ao Erick Hoepfner pelo auxílio nas diversas fases de digitalização e edição das imagens. Ao Prof. Anibal Omar Caride, Coordenador de Formação Científica do CBPF, que continua acreditando em nosso projeto e contribui paa a impressão desse vol. 2. E ao Caruso, claro, pela idéia de fazer esse trabalho.

Luisa Daou

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O tempo, moldado pela memória, é o que faz de cada um de nós o que nós somos. Lembranças… Lembranças de fatos banais. O gosto de bolo no café, um episódio histórico, a arte inesperada de alguém no metrô, as leis da Física, o sorriso da avó ao piano, fotos, imagens, flashes, as equações matemáticas... É essa a matéria de que somos feitos: memória, lembranças, emoções. Se um fato não nos toca, não nos emociona, é rapidamente esquecido, apagado de todo e qualquer plano da memória. É a emoção que amarra o conhecimento, dando-lhe corpo e alma. É aí que as "Tirinhas" de Caruso e Luisa aparecem. Francisco Caruso, físico experiente do CBPF e da UERJ, sabedor da importância do ensino básico, sugere, orienta, oferece às "Tirinhas" o corpo e a matéria. Luisa Daou, aluna de nível médio, jovem estudante de Vocação Científica do CBPF, com seus desenhos cria a forma e gera a vida. O traço de Luisa tem isso: dá um toque de humor, às vezes de suave melancolia, às situações banais que envolvem a ciência do dia-a-dia, transmite a emoção do conhecimento, o prazer e a alegria de explicar e entender o mundo, tão ausente da sala de aula. É por isso que as "Tirinhas" são um instrumento importante para o que interessa: a motivação do aluno, a boa lembrança, a fixação do aprendizado, amarrando o conteúdo com a vida. São inesquecíveis porque mexem com a gente, e por isso mesmo são fundamentais.

Roberto Moreira Xavier de Araújo
Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas

Participar do Programa de Vocação Científica do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas foi para mim como esclarecer um mistério, conhecer um mito que eu sempre cultivei com relação às ciências exatas. Assim pude matar uma curiosidade sobre como é a vida de um verdadeiro cientista, seus pensamentos, seus objetivos... Ficar perto dos físicos, naquele ambiente, justificava de fato o respeito que, sem saber bem o porquê, sempre tive por quem faz Ciência.
A idéia de fazer os quadrinhos partiu do meu orientador, Prof. Francisco Caruso, que muito me ajudou a elaborá-los. Logo que ele me apresentou a idéia eu a aceitei. Achamos que, talvez, os quadrinhos possam ser usados nas escolas para ajudar outras pessoas a compreenderem melhor alguns conceitos básicos da Física (além de provocar algumas risadas). Isso seria uma conseqüência muito legal do nosso projeto, o que me deixou muito motivada.
Fazer as "Tirinhas de Física" permitiu que eu adquirisse noções de vários conceitos básicos de Física, e que pudesse expressar minha compreensão através de uma linguagem própria. Além dos assuntos clássicos, como os que envolvem as teorias de Galileu e de Newton, pude também aprender outros conceitos mais adiantados e complexos, até os mais atuais, como os relacionados à Física de Partículas Elementares e à Cosmologia. Vocês encontrarão aqui o terceiro conjunto de 12 postais. Aguardem os próximos!
Agradeço à Profa. Tânia Cardona, do Colégio Bennett, ao Prof. Ricardo Freitas, da UERJ, e à Profa. Nilma Fontanive, da Fundação CESGRANRIO, pela colaboração no trabalho inicial de divulgação das "Tirinhas".
Ao Erick Hoepfner pelo auxílio nas diversas fases de digitalização e edição das imagens. Ao Prof. Anibal Omar Caride, Coordenador de Formação Científica do CBPF, que continua acreditando em nosso projeto e contribui para a impressão desse volume 3. E ao Caruso, claro, pela idéia de fazer esse trabalho.

Luisa Daou

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As tirinhas se constituíram, sempre, em cenário próprio para passar mensagens sociais e políticas por meio de instrumento ágil e conciso e de modo inteligente.
Com as “Tirinhas de Física” os autores conseguem retirar o sobretudo pesado e hermético do saber científico, dando-lhe, com leveza e pertinência, a sabedoria do singular, denso e alegre conhecimento da vida. Parabéns.

Isac João de Vasconcellos
Sub-Reitor de Graduação da UERJ

Há algum tempo, um amigo me disse que se lembrou do método de alfabetização de Paulo Freire vendo as “Tirinhas”. Se pensarmos nos desafios da alfabetização científica e na necessidade inerente de desenvolver um material ligado ao dia-a-dia de quem vai aprender, esse comentário, além de nos honrar muito, expressa bem parte de nossa motivação.
As “Tirinhas de Física” começaram a ser feitas em agosto de 1999, como atividade do programa de Vocação Científica de Luisa Daou, jovem estudante do ensino médio, que pretende fazer vestibular para Desenho Industrial. Sua perspicácia, motivação, habilidade e senso de humor são ingredientes fundamentais para o sucesso das “Tirinhas”.
Hoje, as “Tirinhas” já estão sendo utilizadas por vários professores no Rio de Janeiro e em outras cidades e também têm sido trabalhadas no curso de Licenciatura em Física da UERJ. Os comentários que temos recebido são sempre elogiosos e servem de grande estímulo para continuarmos nosso trabalho. Portanto, é com grande satisfação que apresentamos aqui o quarto conjunto de 12 postais.
Agradecemos aos Professores Anibal Omar Caride e Alberto Santoro pelo apoio que permitiu a impressão desse volume IV das “Tirinhas” e ao Erick Hoepfner pelo incansável auxílio na digitalização e edição das imagens.

Francisco Caruso
Rio, janeiro de 2001

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Marshall McLuhan, o renomado teórico da Comunicação, revisitando o mito de Narciso, atribuiu a paralização dos seus sentidos diante da imagem refletida nas águas calmas de um lago, à total incapacidade de compreender o fenômeno da reflexão da luz. Assim, diferentemente da interpretação usual, o agente da anestesia sensorial foi o despreparo para processar a informação recebida e não a embriaguez com a própria beleza. Segundo essas idéias, cada vez que nos defrontamos com uma mídia cujos procedimentos não podemos assimilar, nosso sistema nervoso, do qual a mídia se faz extensão, protege-se contra a saturação de sua excitação e se torna impenetrável a qualquer outro assédio externo. Mergulhados num cotidiano densamente povoado de mensagens e apelos veiculados por poderosa, complexa e velocíssima mídia, a reação narcisista no sentido de McLuhan torna-se regra para os cidadãos comuns. O conteúdo das mensagens pouco importa mas sim a natureza do seu veículo: compreende-la é essencial para superar a paralisia.
A moderna mídia incorpora doses crescentes de inovações tecnológicas que por sua vez derivam de maiores conhecimentos científicos. As tirinhas do Professor F. Caruso e Luisa Daou atuam como poderosa vacina, desenvolvendo no espírito naturalmente curioso e questionador, sobretudo dos jovens, os anticorpos necessários para a sobrevivência no ambiento fortemente dominado por meios de comunicação sumamente agressivos. Trazendo os fenômenos físicos para o consciente, seja pela simples descrição seja pela reflexão mais elaborada, as tirinhas cumprem aquele importante papel de proteção do sistema sensorial na medida que combatem a precondição da síndrome de Narciso: o despreparo para o confronto com o refinado cenário de provocações da mídia de alta tecnologia. Tenho a impressão de que essa idéia simples e engenhosa, usando um instrumento familiar e muito próximo dos jovens - os quadrinhos -, é um poderoso instrumento de comunicação científica, verdadeira revolução se comparada aos métodos convencionais de divulgação.

Alfredo Marques
Físico, CBPF

Há algum tempo, um amigo me disse que se lembrou do método de alfabetização de Paulo Freire vendo as “Tirinhas”. Se pensarmos nos desafios da alfabetização científica e na necessidade inerente de desenvolver um material ligado ao dia-a-dia de quem vai aprender, esse comentário, além de nos honrar muito, expressa bem parte de nossa motivação.
As “Tirinhas de Física” começaram a ser feitas em agosto de 1999, como atividade do programa de Vocação Científica de Luisa Daou, jovem estudante do ensino médio, que pretende fazer vestibular para Desenho Industrial. Sua perspicácia, motivação, habilidade e senso de humor são ingredientes fundamentais para o sucesso das “Tirinhas”.
Hoje, as “Tirinhas” já estão sendo utilizadas por vários professores no Rio de Janeiro e em outras cidades e também têm sido trabalhadas no curso de Licenciatura em Física da UERJ. Os comentários que temos recebido são sempre elogiosos e servem de grande estímulo para continuarmos nosso trabalho. Portanto, é com grande satisfação que apresentamos aqui o quarto conjunto de 12 postais.
Agradecemos aos Professores Anibal Omar Caride e Alberto Santoro pelo apoio que permitiu a impressão desse volume V das “Tirinhas” e ao Erick Hoepfner pelo incansável auxílio na digitalização e edição das imagens.

Francisco Caruso
Rio, junho de 2001

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