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20 de setembro de 2006

Assessoria de Comunicação- Tel: 2299-4125





Notícias da Secti
Uerj recebe recursos para novo prédio no Campus de Resende - 19/9/2006
Secretaria de Comunicação Social - Notícias do Interior

Pólo do Cecierj de Nova Iguaçu recebe recursos da Faperj - 19/9/2006
Secretaria de Comunicação Social - Notícias do Interior

Laboratório de Entomologia e Fitopatologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense, RJ, procura virologista vegetal - 19/9/2006
Jornal da Ciência - Notícias

Bornheim revisitado: Evento na Uerj homenageia o filósofo brasileiro, artigo de Roberto S. Kahlmeyer-Mertens - 19/9/2006
Jornal da Ciência - Notícias

Faetec realiza mostra de pintura em relógios de madeira - 19/9/2006
Secretaria de Comunicação Social - Notícias

Cepuerj abre inscrições para residência em áreas de saúde - 19/9/2006
Secretaria de Comunicação Social - Notícias

Protesto no Hospital Pedro Ernesto - 20/9/2006
O Globo - Geral

Pedro Ernesto cancela cirurgia - 20/9/2006
Extra - Geral

Hospital cancela cirurgia - 20/9/2006
O Dia - Geral

 


Geral
Gene liga esquizofrenia a desenvolvimento cerebral - 20/9/2006
Folha de São Paulo - Ciência

Droga contra acne é ligada à depressão - 20/9/2006
O Globo - Ciência e Vida

Estudiosa de floresta ganha "bolsa gênio" - 20/9/2006
Folha de São Paulo - Ciência

Objeto misterioso adia pouso do Atlantis - 20/9/2006
O Globo - Ciência e Vida

Povo espanhol foi ancestral dos britânicos - 20/9/2006
Folha de São Paulo - Ciência

 


Artigos & Colunas
Ouro negro - 20/9/2006
Jornal do Commercio - Colunas/Marcia Peltier

A educação e o futuro - 20/9/2006
Jornal do Brasil - Artigo

FHC e as escolas técnicas - 20/9/2006
Folha de São Paulo - Artigo



Bornheim revisitado: Evento na Uerj homenageia o filósofo brasileiro, artigo de Roberto S. Kahlmeyer-Mertens

“Embora o evento da Uerj enfoque especialmente a contribuição que Bornheim traz ao campo das artes, sobretudo o das letras e do teatro, nunca é demais dizer que o filósofo era incentivador dos debates entre as diversas áreas do conhecimento e da pesquisa acadêmica”

Roberto S. Kahlmeyer-Merten é professor da Uerj-FFP e autor de Filosofia Primeira: Estudos sobre Heidegger e outros autores. Artigo enviado pelo autor ao “JC e-mail”:

Nos últimos dias 12, 13 e 14, ocorreu o Ensaio aberto Gerd Bornheim – Arte brasileira e filosofia. Organizado pelos Institutos de Filosofia (IFCH) e Letras (ILE) da Universidade do Estado do RJ (Uerj).

O evento multidisciplinar contou com comunicações e palestras, além dos trabalhos de professores como Benedito Nunes, Bento Prado, Renato Janine Ribeiro e do cineasta Júlio Bressane; buscou oportunizar o encontro de pesquisadores e demais membros da comunidade acadêmica interessados em pensar as questões levantadas pelo filósofo brasileiro.

Gerd Alberto Bornheim nasceu em Caxias do Sul/Brasil, em 1929; lecionou filosofia na Uerj e UFRJ. Foi professor de uma geração de autores brasileiros. É autor de Metafísica e Finitude (1972); Heidegger – L’Étre et le temps (1976); Dialética: teoria e prática (1977); Sartre (1983) e O idiota e o espírito objetivo (1998). Bornheim morreu em 2002, no RJ.

Embora o evento da Uerj enfoque especialmente a contribuição que Bornheim traz ao campo das artes, sobretudo o das letras e do teatro, nunca é demais dizer que o filósofo era incentivador dos debates entre as diversas áreas do conhecimento e da pesquisa acadêmica.

Quanto a esta última é o próprio autor que acrescenta: “Na pesquisa reside o sustentáculo maior que dá vida e razão de ser a uma Universidade. (...) Por essencial e impostergável que seja a formação de profissionais, por mais zelo, contra até mesmo os imperativos da urgência, em garantir os mais elevados níveis de competência, tudo deve ser feito assentado no espírito da pesquisa. Pois só esse espírito consegue impregnar a transmissão técnicas e conhecimentos de forma criativa, e fazer da criatividade o solo em que se desenvolve a educação universitária em sua plenitude. Uma Universidade destituída de emulações criativas limita-se à condição de mera repetidora do que é elaborado em outros centros”.

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Laboratório de Entomologia e Fitopatologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense, RJ, procura virologista vegetal

O LEF conta com 9 professores, 3 pos-docs, 45 bolsistas de graduação, mestrado e doutorado e vários técnicos desenvolvendo pesquisas básicas e aplicadas em diversas áreas da Nematologia Vegetal, Bacteriologia Vegetal, Micologia e Entomologia

Como um todo, a Universidade (http://www.uenf.br) tem um corpo docente jovem que já se destaca no cenário nacional da pesquisa e do ensino, oferecendo vários cursos de graduação e pós-graduação com elevada classificação junto ao MEC e à Capes.

Por sua vez, a cidade de Campos dos Goytacazes (http://www.campos.rj.gov.br/) se destaca por ser um pólo estadual de ensino, com 14 instituições de ensino superior e toda a infra-estrutura de uma cidade de médio porte.

Virologistas vegetais interessados deverão contatar o chefe do LEF (Ricardo M. Souza, ricmsouza@censanet.com.br), para mais informações.

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Faetec realiza mostra de pintura em relógios de madeira

A Escola Arte e Vida, localizada no Cetep (Centro de Educação Tecnológica e Profissionalizante) Quintino, realiza amanhã e quinta-feira a exposição de pintura camponesa (Bauer) em relógios de madeira. Na mostra, aberta ao público, serão apresentados 36 relógios – todos de parede – em madeira, montados e decorados com a técnica alemã pelos alunos do curso de pátina.

Segundo a professora Lucy de Almeida, diretora da escola, o conhecimento dessa técnica valorizou o currículo dos alunos do curso.

- Esse é apenas um dos módulos do curso. É difícil e, por isso, pouco ensinada em cursos de artesanato, mas eles se saíram muito bem. Tenho certeza que quem vier vai se surpreender com a qualidade dos trabalhos - disse.

Cada um dos 36 alunos dessa turma expõe uma peça na mostra. Nenhum dos relógios estará à venda durante a exposição, mas os interessados poderão fazer encomendas aos alunos. No final da mostra um relógio também feito por eles será sorteado entre os visitantes.

As inscrições para as próximas turmas acontecem no final do ano. Mais informações podem ser obtidas no próprio Cetep, ou pelo telefone: 2299-1863. O endereço do Cetep é Rua Clarimundo de Melo nº 847, em Quintino.

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Cepuerj abre inscrições para residência em áreas de saúde

O Cepuerj (Centro de Produção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro) está com inscrições abertas até o dia 29 para o Concurso de Residências em Áreas da Saúde. Serão oferecidas 83 vagas distribuídas entre as áreas de Odontologia, Serviço Social, Enfermagem, Fonaudiologia, Fisioterapia, Nutrição e Psicologia.

Os interessados devem possuir diploma de graduação plena, certificado e/ou declaração de conclusão de curso relativo à área a que concorre, com data de término até 31 de janeiro de 2007, realizado em instituições credenciadas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC).

As provas objetiva e discursiva estão previstas para serem realizadas no dia 5 de novembro, às 9h, no Campus da Uerj no Maracanã, com duração máxima de 4 horas.

Os aprovados começarão a residência no dia 1º de fevereiro de 2007 e receberão um salário de R$ 1.474,19 para uma carga horária de 60 horas semanais. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 2587-7707 ou no site www.cepuerj.uerj.br.

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Uerj recebe recursos para novo prédio no Campus de Resende

A Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) liberou hoje R$ 200 mil para melhorias no campus da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) em Resende. O dinheiro será usado para reformar e adequar a infra-estrutura do antigo prédio da Kodak, que foi doado à universidade.

O novo prédio vai abrigar inicialmente o curso de Engenharia de Produção, que funciona no atual campus regional de Resende.

- O novo campus vai abrigar, inicialmente, o curso de Engenharia de Produção, e mais tarde outros cursos deverão ser levados para lá - explica o coordenador do projeto de adequação do novo prédio e professor da Uerj, Antônio Marinho Júnior.

Segundo Antônio Marinho, no novo prédio já existem alguns laboratórios de química, mas ainda é preciso acertar alguns detalhes para fazer a mudança completa do curso.

- Com esses recursos iremos preparar a infra-estrutura do campus para receber os alunos - explica.

Nas instalações do prédio que será agora reformado serão construídas 11 salas de aula, dois laboratórios de química, dois laboratórios de física, uma biblioteca, um restaurante, um auditório para 500 pessoas, uma sala para 40 professores, a secretaria de atendimento aos alunos, além de sanitários entre outras instalações.

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Pólo do Cecierj de Nova Iguaçu recebe recursos da Faperj

O Cecierj (Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro) recebeu hoje R$ 264.579,00 do governo do estado para a instalação de seu mais novo pólo, que vai funcionar em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Os recursos, oriundos do orçamento da Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), são destinados às obras de reforma e adequação das instalações do antigo prédio do Fórum de Nova Iguaçu, que irá abrigar o novo pólo - o 21º em todo o estado.

No novo pólo serão oferecidos cursos de administração, licenciatura em ciências biológicas, física e matemática, além dos cursos de pedagogia para séries iniciais do ensino fundamental, de tecnologia em sistemas de computação, de geografia e de química.

De acordo com o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Wanderley de Souza, a instalação do novo pólo é uma parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Baixada e da Região Metropolitana.

- o empenho do secretário Jorge Gama foi fundamental para levar para Nova Iguaçu este pólo de ensino do Cecierj - disse Wanderley de Souza.

O prédio onde será instalado o pólo do Cecierj estava cedido ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, onde funcionou por mais de 50 anos o antigo Fórum Itabaiana, que estava desativado havia alguns anos e foi devolvido ao estado.

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Hospital cancela cirurgia

Sem estrutura, Pedro Ernesto já suspendeu 40 operações. Médicos protestam

Todas as cirurgias eletivas que seriam realizadas no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) estão suspensas a partir de hoje. De acordo com o médico Carlos Eduardo de Andrade Coelho, diretor da unidade, desde sexta-feira 40 operações foram canceladas devido a problemas na limpeza do hospital e esterilização de equipamentos.

Ontem, médicos residentes, professores e parentes de pacientes fizeram manifestação na porta da instituição denunciando a falta de condições de funcionamento. Caso os problemas não sejam solucionados, eles prometem fazer novo protesto na próxima semana.

“O hospital tem uma dívida de R$ 3 milhões com seus fornecedores e prestadores referentes a 2006. Hoje (ontem) a empresa de limpeza informou que vai parar porque o estão não está fazendo o pagamento. Sem limpeza, é impossível manter as cirurgias”, afirma o diretor. “No início do mês faltou comida, agora é a limpeza. O problema é a falta de um cronograma de pagamento”.

Ontem, durante a manifestação que fechou as duas pistas do Boulevard 28 de Setembro, em Vila Isabel, por mais de uma hora, Coelho disse que 90 cirurgias foram suspensas desde sexta-feira, mas corrigiu a informação à tarde. Segundo ele, as empresas responsáveis pela manutenção dos elevadores e segurança também estão sem pagamentos. “Em agosto, abrimos oito licitações, mas não apareceram fornecedores porque eles sabem que não vão receber” diz, acrescentando que a Secretaria de Finanças não faz o pagamento.

Insumos e remédios

O cancelamento de operações devido à falta de material também é constante, afirma o médico residente Tiago Ribeiro: “Todos os dias temos que cancelar cirurgias. Num dia, falta fio cirúrgico, noutro, roupa. É muito tuim ter que dizer o paciente com dor que a cirurgia foi cancelada e ele tem que voltar para casa. Muitas vezes, ele não tem o dinheiro da passagem”.

O hospital, que possui 20 salas no centro cirúrgico tem funcionado com oito devido à falta de respiradores e monitores. E enfrenta ainda falta de remédios, seringas e até luvas descartáveis. “Muitas vezes, não temos medicamentos quimioterápicos e precisamos dizer isso os pais, que geralmente não têm condições de comprar”, diz Rita Coutinho, residente da enfermagem.

Foi o que aconteceu com José Carlos Tarouquela, 46 anos, pai de Maria Clara, 2, que tem leucemia: “Segunda-feira precisei correr vários hospitais procurando um remédio que aqui não tinha”.

Ontem, a assessoria da Secretaria de Finanças disse que as ordens de pagamento da Secretaria de Ciência e Tecnologia, responsável pelo hospital, foram executadas, contrariando a direção.

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Protesto no Hospital Pedro Ernesto

Médicos e funcionários fazem manifestação. Cirurgias estão suspensas

Duas semanas depois da decisão de suspender as internações por falta de comida, um protesto de funcionários do Hospital Universitário Pedro Ernesto, ontem de manhã, voltou a chamar atenção para os problemas do hospital-escola da Uerj, como as 90 cirurgias suspensas desde sexta-feira por falta de limpeza. Das 10h às 12h, cerca de 200 pessoas fecharam as duas pistas do Boulevard Vinte e Oito de Setembro, em Vila Isabel, na porta do hospital, congestionando a Radial Oeste até a Praça da Bandeira. Segundo os manifestantes, se o governo do estado não se pronunciar sobre as dívidas com fornecedores e a falta de investimentos, outra manifestação poderá acontecer na próxima semana.

O movimento, liderado por médicos, residentes e estudantes de medicina da Uerj, teve o apoio do diretor do hospital, Carlos Eduardo Coelho. Segundo ele, as 90 cirurgias foram suspensas porque a empresa responsável pela limpeza não recebeu e seus funcionários, sem pagamento, entraram em greve.

A situação foi considerada de risco para os pacientes.

— Temos uma dívida de R$ 3,5 milhões com fornecedores este ano e mais R$ 1 milhão desde 2005. A falta de comida foi momentaneamente superada, mas hoje o problema é a limpeza e amanhã poderá ser a falta de elevadores, pois já recebi um pedido de cancelamento de contrato da empresa que faz a manutenção. Como também não pagamos à empresa de segurança, temos apenas metade dos vigias — disse Coelho.

Esse quadro dificulta até as licitações.

Segundo o diretor, oito licitações foram abertas em agosto e todas, canceladas por falta de participantes. A falta de investimento em pessoal e na infra-estrutura produz números desanimadores: 165 dos 645 leitos não são ocupados, sete das 16 salas de cirurgia não têm condições de funcionar e um concurso público para servidores de nível médio e fundamental não acontece há 20 anos.

A tradução dos números pôde ser vista do lado de fora, onde médicos, residentes, alunos e professores da Uerj levantavam faixas e cartazes exigindo melhores condições de trabalho.

A Secretaria estadual de Ciência e Tecnologia informou que autorizou o pagamento da dívida imediatamente após a suspensão das internações.

Responsável pela liberação das verbas, a Secretaria de Fazenda confirmou o pagamento, mas não informou o valor.

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Droga contra acne é ligada à depressão

Cientistas estabelecem evidências entre o Roacutan e problemas de comportamento

Pela primeira vez, especialistas conseguiram estabelecer evidências científicas de que uma droga popular usada no tratamento de acne severa pode induzir a um comportamento depressivo.

Desde que o Roacutan foi introduzido no mercado em 1982, há denúncias de que causaria estados depressivos e até suicídios. Mas isso nunca havia sido estabelecido cientificamente.

Agora, especialistas da Universidade de Bath, no Reino Unido, juntamente com colegas da Universidade do Texas, nos EUA, constataram sinais de depressão em camundongos que receberam a droga durante seis semanas.

Monitorando seu comportamento, os cientistas descobriram que, embora não houvesse nenhuma alteração de suas habilidades físicas, os roedores passaram a ficar boa parte do tempo imóveis em diversas situações criadas para testar sua resposta ao stress. Esse comportamento foi interpretado pelos especialistas como sintomas de depressão.

— Sem novas pesquisas, é difícil dizer com certeza se a mesma relação pode ser estabelecida em pessoas — ressaltou a pesquisadora Sarah Bailey.

— Mas estabelecer uma relação entre as moléculas ativas da droga e uma mudança de comportamento relacionada à depressão é um passo importante para a compreensão dos efeitos da droga no contexto mais amplo do funcionamento do cérebro.

Até hoje, a relação entre a droga e a depressão vinha somente de relatos individuais de pacientes. A Administração de Drogas e Alimentos dos EUA chegou a emitir um alerta.

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Objeto misterioso adia pouso do Atlantis

Se for comprovado algum dano, nave pode retornar à estação espacial

A Nasa adiou por pelo menos 24 horas o pouso do Atlantis — previsto para esta manhã — enquanto técnicos da agência tentam descobrir se um misterioso objeto avistado perto do ônibus espacial é fruto de algum dano ainda não identificado à nave.

Com sua tripulação de seis astronautas, o Atlantis deixou a Estação Espacial Internacional (ISS) no domingo. O pequeno e escuro objeto foi avistado ontem em imagens registradas por uma câmera do próprio ônibus espacial. Se algum dano for detectado, a Nasa pode ordenar ao Atlantis que retorne à ISS para realizar os reparos necessários ou para aguardar uma nave de resgate. Essa decisão será tomada hoje, segundo o gerente do programa dos ônibus espaciais, Wayne Hale.

Tantos cuidados são justificados. A perda não detectada de parte do revestimento térmico do Columbia fez com que o ônibus espacial explodisse no momento de sua reentrada na atmosfera (quando o calor é muito intenso), matando seus
tripulantes, em 2003.

Especialistas em imagem ainda não conseguiram determinar se o objeto avistado é pequeno e está perto do ônibus ou se é grande e se encontra mais distante. O melhor palpite dos especialistas é de que se trata de alguma coisa que se soltou da nave durante ou logo depois dos procedimentos de checagem dos sistemas de navegação e de vôo, feitos na manhã de ontem.

Como a previsão do tempo para hoje também não era das mais favoráveis, os especialistas da missão optaram pelo adiamento. Com um dia a mais, eles tentarão se certificar de que não houve nenhum dano aos sistemas de pouso do ônibus espacial. O pouso está previsto para a manhã de quinta-feira.

— Os especialistas decidiram que devemos adiar a reentrada por um dia e tentarmos nos certificar de que está tudo bem com o revestimento térmico do ônibus espacial e outros sistemas — explicou.

A tripulação usará o braço robótico da nave durante o dia de hoje para checar se houve algum dano ao revestimento externo.

Os especialistas também estão tentando determinar o que causou uma série de oito vibrações registradas pelos sensores da asa direita da nave e se o episódio estaria, de alguma forma, relacionado ao objeto avistado ou a algum impacto.

O ÔNIBUS ESPACIAL deixa a ISS no domingo (no alto).
A tripulação do Atlantis conversa com técnicos da Nasa Nasa

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FHC e as escolas técnicas

Artigo de Luiz Augusto Caldas, Joaquim Rufino Neto e Genival Alves Azeredo

O descaso com as escolas técnicas federais era tal que, de 1995 a 1998, não foi autorizada a contratação de um único docente ou técnico

Como presidentes dos conselhos que congregam as instituições da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica (centros tecnológicos, escolas técnicas, escolas agrotécnicas e colégios técnicos -Concefet, Coneaf e Condetuf), não poderíamos, incitados pelo artigo do ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza ("Tendências/Debates", dia 15/9), deixar de pontuar as enormes diferenças entre os governos FHC e Lula quanto à educação profissional.

O governo anterior, ao contrário do que afirma o ex-ministro, aprovou a lei nº 9.649/98, que proibia a expansão do sistema federal de educação profissional. Diz seu art. 47, parágrafo quinto: "A expansão da oferta de educação profissional, mediante a criação de novas unidades de ensino por parte da União, somente poderá ocorrer em parceria com Estados, municípios, Distrito Federal, setor produtivo ou organizações não-governamentais, que serão responsáveis pela manutenção e gestão dos estabelecimentos de ensino".

A presença do advérbio "somente" não deixa dúvidas. A União até poderia custear a construção de novos estabelecimentos, mas custeio e pessoal não mais seriam da sua responsabilidade. Em outras palavras, a nova escola não seria federal, mas estadual, municipal ou privada.

Os congressistas tentaram aprovar um parágrafo 6º que relativizava a regra geral: "Às unidades de ensino da União com obras já concluídas não se aplica o disposto no parágrafo anterior". FHC alegou falta de recursos para a educação e vetou o dispositivo. O descaso com as escolas técnicas federais era tal que, de 1995 a 1998, não foi autorizada a contratação de um único docente ou técnico para o sistema de 140 escolas. Em 1998, o orçamento do sistema atingiu o fundo do poço: R$ 856 milhões, a valor presente. A título de comparação, o atual governo autorizou, de 2003 a 2006, a contratação de 3.433 docentes e técnicos, e o orçamento do sistema, em 2005, atingiu R$ 1,2 bilhão.

O ex-ministro alega que a medida se justificava pelo fato de as escolas federais serem burocraticamente vinculadas a Brasília. Elas não dariam conta do dinamismo do mercado de trabalho local. Ora, desmentem o ex-ministro a altíssima demanda pelas vagas dessas escolas e o desempenho dos alunos a cada edição do Enem.

Por miopia, FHC autorizou o funcionamento de apenas dez escolas técnicas federais em oito anos (cinco sem quadro de pessoal), enquanto Lula encerra o primeiro mandato autorizando 32 (além de 18 escolas privadas federalizadas).

Mas isso não é tudo. FHC, pelo decreto nº 2.208/97, proibiu a oferta de ensino médio integrado à educação profissional. Seu ministro, pela portaria nº 646/97, fixou metas para diminuição da oferta de ensino médio pelas escolas técnicas federais. Hoje, estamos colhendo os frutos desses equívocos, sobretudo São Paulo. Por razões de identidade ideológica, o Estado adotou essa visão de maneira mais determinada. Resultado: entre 2003 e 2004, o ensino médio perdeu 137 mil matrículas no país, das quais 131 mil em São Paulo -96% do total.

O atual governo não só revogou essas medidas absurdas mas também tem promovido a integração do ensino médio com a educação profissional, sobretudo na modalidade de educação de jovens e adultos (Projovem e Proeja), para tentar resgatar o interesse do jovem pela escola. Decerto, o governo anterior lançou o Proep (convênios com Estados e setor privado para construção de escolas técnicas), mas até nisso ele perde na comparação com o governo atual.

O programa previa a construção de 65 escolas técnicas privadas e 49 estaduais. Os números revelam um viés privatista. Mas, ao tomar as transferências financeiras efetivamente realizadas, pode-se notar que, até 2002, o governo anterior transferiu R$ 76,1 milhões para o setor privado e apenas R$ 28,9 milhões para o setor público estadual. Isso significa que, no Proep, investiu R$ 105 milhões. O governo atual, para a conclusão desses convênios, está investindo R$ 172 milhões.
Mesmo considerados todos os outros convênios ativos ou finalizados, incluindo ampliação, reforma e equipamento (265 no total), o governo anterior terá bancado 43,5% do programa, contra 46,5% do atual. Isso explica, inclusive, o cancelamento de outros 80 convênios. Assinados em 2002, no apagar das luzes da era FHC, não havia nenhum critério técnico que amparasse sua continuidade. Somando R$ 183,5 milhões, o governo anterior só havia repassado para eles R$ 3,5 milhões (1,9%). Ainda bem.

Luiz Augusto Caldas, 44, é presidente do Concefet (Conselho dos Dirigentes dos Centros Federais de Educação Tecnológica). Joaquim Rufino Neto, 48, é presidente do Coneaf (Conselho dos Diretores das Escolas Agrotécnicas Federais). Genival Alves de Azeredo, 52, é presidente do Condetuf (Conselho dos Diretores das Escolas Técnicas vinculadas às Universidades Federais).

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Gene liga esquizofrenia a desenvolvimento cerebral

Alteração descoberta por grupo da USP aumenta em 30% risco de ter a doença

Cientista tenta elucidar cota genética da doença, que também depende de fatores ambientais; estudo analisou DNA de mais de mil pessoas

Um grupo de pesquisadores da USP mostrou que está no caminho certo para descobrir qual é a parcela de culpa do DNA pela esquizofrenia, uma doença mental causada por uma combinação ainda indecifrada de fatores genéticos e ambientais. Ao comparar o genoma de 200 esquizofrênicos com o de 200 pessoas saudáveis, eles identificaram uma mutação que aumenta em 30% o risco de a doença aparecer.

A descoberta foi feita pelo grupo de Emmanuel Dias Neto, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). A equipe de cientistas foi pioneira em cruzar dados das comparações entre genomas com informações sobre genes envolvidos no desenvolvimento cerebral. O gene ligado ao risco da doença, batizado como NUMBL, é um dos primeiros frutos do trabalho que o grupo desenvolve há anos.

O matemático John Nash, esquizofrênico, ganhador do
Nobel de Economia que inspirou o filme "Uma Mente Brilhante"

Diagnosticada por meio de sintomas como alucinações, pensamentos confusos e emoções distorcidas, a esquizofrenia desafia a ciência por sua complexidade. Uma em cada cem pessoas desenvolve a doença, e cientistas acreditam que o acúmulo de descobertas como a do NUMBL pode um dia levar a uma compreensão da predisposição genética.

Já se sabe que pessoas com um gêmeo idêntico esquizofrênico têm alto risco (cerca de 50%) de se tornar doentes também. Nesse contexto, correlações genéticas podem ser boas pistas para saber quais são os pré-requisitos para o surgimento da esquizofrenia.

Quebra-cabeça

Para descobrir o NUMBL, os cientistas primeiro identificaram cem polimorfismos -"letras" do DNA que variam entre as pessoas- em genes importantes para a guiar a formação de neurônios no cérebro. "Nenhum desses polimorfismos foi estudado por outros grupos de cientistas", diz Dias Neto. "A grande maioria dos estudos sobre esquizofrenia está concentrada em uns vinte genes -grupos [de pesquisa] ficam reproduzindo trabalhos uns dos outros." Ele diz que seu grupo está estudando genes candidatos identificados por eles mesmos.

Para fortalecer a certeza sobre a descoberta, o grupo da USP reproduziu a pesquisa com dados genéticos de 684 voluntários dinamarqueses, uma população de composição genética distante da brasileira. Os resultados foram os mesmos.
O NUMBL é provavelmente só um dos vários genes envolvidos na predisposição à esquizofrenia. Já ficou claro, porém, que ele tem papel em uma cadeia de interações moleculares importante para o desenvolvimento cerebral do embrião.

Apesar de a esquizofrenia depender fortemente de fatores ambientais, a predisposição à doença pode ser determinada ainda na fase embrionária, quando o cérebro do indivíduo está se formando. Em parceria com Wagner Gattaz, também da USP, Dias Neto investiga agora a relação entre genes, a morfologia do cérebro e a ocorrência da doença.

"Seria muito simplista dizer que a genética vai explicar tudo", afirma Dias Neto. "Mas podemos esperar descobrir que um conjunto mínimo de alterações genéticas leve à doença, quando associado a certos eventos ambientais."

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Estudiosa de floresta ganha "bolsa gênio"

A ecóloga americana Lisa Curran, professora da Universidade Yale, ganhou ontem a "Genius Fellowship" ("Bolsa Gênio") da Fundação MacArthur. O prêmio, de US$ 500 mil, é dado a pesquisadores em diversas áreas por sua criatividade e potencial inovador. Curran estuda as florestas tropicais da Indonésia em busca de soluções para a extração sustentável de madeira. Recentemente, tem colaborado com pesquisadores brasileiros na Amazônia.

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A educação e o futuro

Artigo de Arnaldo Niskier

O Brasil é a 11ª economia do mundo. Com um PIB estimado de quase R$ 2 trilhões, convive lamentavelmente com uma educação das mais frágeis do planeta. Uma incoerência de difícil compreensão, sobretudo se escutarmos os discursos oficiais. É uma prioridade verbal, característica de carismáticos líderes latinos: estamos fartos de ouvir velhos refrãos, segundo os quais "a educação é a solução".

Como será a educação do futuro, em nosso país? As leis educacionais sempre se referem à erradicação do analfabetismo em "x" anos. Tudo balela. Hoje, ainda exibimos 16 milhões de analfabetos entre 15 e 34 anos de idade. Eles pesam sobre a nossa população economicamente ativa. A educação infantil jamais foi prioritária e não se vislumbra qualquer grande e sério projeto, digno de ser apoiado, para acabar com essa deficiência na origem.

Em tempo recente, comemorou-se a quase universalização do ensino fundamental. Nem uma palavra foi pronunciada sobre a qualidade do ensino, tristemente abaixo da crítica. A maior causa? Pode ser buscada na formação deficiente dos nossos quase 2 milhões de professores, além do desestímulo representado pelos baixos salários.

Enquanto pagamos a média de US$ 200 a professores em início de carreira, o Japão fixou-se em cerca de US$ 2 mil, quase o mesmo do que se paga na Coréia do Sul. Enquanto isso não for corrigido, drasticamente, as chances de aperfeiçoamento da relação ensino-aprendizagem são mínimas.

Existe o ensino médio, tumultuado por uma caótica legislação. O profissionalismo entra e sai, de forma irresponsável, sacrificando as chances de emprego da nossa juventude, nas profissões de nível intermediário. Há necessidade de técnicos em informática, polímeros, fármacos, siderurgia, petroquímica, construção naval, etc, para nos limitarmos ao Rio de Janeiro. O mercado cresce mais rápido do que a nossa capacidade de formar essa gente especializada, apesar dos esforços bem nítidos do governo estadual, que enfrenta obstáculos não raro intransponíveis.

Chegamos ao ensino superior, com quase 5 milhões de estudantes no Brasil inteiro. É truísmo afirmar que estamos muito atrás de países como a Argentina, o Chile e o México, sem contar as nações pós-industrializadas. Hoje, com 189 milhões de brasileiros, deveríamos ter perto de 8 milhões de universitários. Não existe a menor possibilidade de alcançar esse número a curto prazo, pois as universidades oficiais estão sucateadas (as promessas oficiais são pífias) e as particulares vivem uma crise sem precedentes, com uma taxa de inadimplência perto de 40% nos grandes centros urbanos.

Isso sem contar os currículos ultrapassados, a duração dos cursos que os alunos contestam, o mau estado de escolas que chegam até a inviabilizar o próprio aprendizado, além da falta de boas bibliotecas e laboratórios compatíveis com a modernidade.

Avançamos na Universidade Aberta e breve chegaremos a 1 milhão de alunos estudando via educação à distância. Mas isso convive com 30 mil escolas que se situam em regiões sem energia elétrica, portanto, sem a menor chance de utilizar os benefícios dos computadores.

O país é mesmo desigual e injusto. É preciso mudar drasticamente a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, datada de 1996, enquanto o governo central só pensa (e mal) na reforma universitária e deixa o ensino básico entregue à sua própria sorte.

Outro fato quase caricato de todo esse processo são os estudos do Núcleo de Ações Estratégicas do governo federal. Para melhorar de vida, ele prevê que os professores devam ter descontos especiais nos ingressos de cinema, teatro e shows. Além disso, comprar remédios mais baratos. Não é por aí que conseguiremos resolver um problema tão grave e tão profundo, que tem desafiado a capacidade brasileira de solucioná-lo e que precisa antes de mais nada de honestidade, dedicação e competência.

O que os mestres precisam mesmo é de bons salários.

Arnaldo Niskier é membro da Academia Brasileira de Letras.

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Povo espanhol foi ancestral dos britânicos

Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriram que boa parte da população britânica é na verdade decendente de espanhóis.

Um estudo conduzido pelo geneticista Brian Sykes revelou que ancestrais celtas dos habitantes da ilha eram de uma linhagem de pescadores ibéricos que povoaram a baía de Biscaia, no norte da Espanha, há 6.000 anos.

Sykes, que estudou 10 mil amostras de cromossomo Y de todas as regiões do Reino Unido e Irlanda, deve publicar em breve um mapa genético do país.

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Pubicado na coluna Marcia Peltier, do Jornal do Commercio


Ouro negro

Este ano, o curso mais concorrido para o vestibular da UFRJ é o de engenharia de petróleo, oferecido pela Escola Politécnica. Com 28,40 candidatos por vaga, desbancou o de medicina, cuja relação é de 28, 06 postulantes por vaga.


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Pedro Ernesto cancela cirurgia

Médicos, residentes e estudantes de medicina protestam na frente do hospital, que está sem limpeza

Duas semanas depois da decisão de suspender as internações por falta de comida, um protesto de funcionários do Hospital Universitário Pedro Ernesto, ontem de manhã, voltou a chamar atenção para os problemas do hospital-escola da Uerj, como as 90 cirurgias suspensas desde sexta-feira por falta de limpeza. Das 10h às 12h, cerca de 200 pessoas fecharam as duas pistas do Boulevard Vinte e Oito de Setembro, em Vila Isabel, na porta do hospital, congestionando a Radial Oeste até a Praça da Bandeira. Segundo os manifestantes, se o governo do estado não se pronunciar sobre as dívidas com fornecedores e a falta de investimentos, outra manifestação poderá acontecer na próxima semana.

O movimento, liderado por médicos, residentes e estudantes de medicina da Uerj, teve o apoio do diretor do hospital, Carlos Eduardo Coelho. Segundo ele, as 90 cirurgias foram suspensas porque a firma responsável pela limpeza não recebeu e seus funcionários, sem pagamento, entraram em greve. A situação é considerada de risco para os pacientes.

- Temos uma dívida de R$ 3,5 milhões com fornecedores este ano e mais R$ 1 milhão desde 2005. A falta de comida foi momentaneamente superada, mas hoje o problema é a limpeza e amanhã poderá ser a falta de elevadores, pois já recebi um pedido de cancelamento de contrato da empresa que faz a manutenção. Como também não pagamos à firma de segurança, temos só metade dos vigias – disse Coelho.

Esse quadro dificulta até as licitações. Segundo o diretor, oito licitações foram abertas em agosto e todas, canceladas por ausência de participantes. A falta de investimento em pessoal e na infra-estrutura produz números desanimadores: 165 dos 645 leitos não são ocupados e sete das 16 salas de cirurgia não têm condições de funcionar.

A tradução dos números pôde ser vista do lado de fora, onde médicos, residentes, alunos e professores da Uerj levantavam faixas exigindo melhores condições de trabalho. A Secretaria estadual de Ciência e Tecnologia informou que autorizou o pagamento da dívida imediatamente após a suspensão das internações. Responsável pela liberação das verbas, a Secretaria de Fazenda confirmou o pagamento, mas não informou o valor.


Memória: Falta de comida

Internações e consultas suspensas

No último dia 5, a direção do Pedro Ernesto foi obrigada a suspender as internações e as marcações de primeira consulta ambulatorial. Naquela terça-feira, o hospital completava uma semana sem alimentos básicos como leite, pão, carne e legumes para os doentes. O problema, segundo o diretor Carlos Eduardo de Andrade Coelho, era a inadimplência do governo estadual com os fornecedores. “Chegamos a um ponto em que vida dos pacientes está sendo posta em risco”, desabafou. O diretor alertou ainda que o recém-inaugurado Núcleo Perinatal corre o risco de ser fechou porque nenhuma firma que participou de sua implantação recebeu até hoje.

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