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2 de junho de 2006

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Notícias da Secti
Núcleo perinatal será inaugurado hoje no Pedro Ernesto - 2/6/2006
O Globo Online - Plantão/Rio

Maternidade de alto risco do Pedro Ernesto será inaugurada nesta sexta-feira - 2/6/2006
O Dia Online - Últimas do Dia/Ciência & Saúde

Mais de duas mil vagas para graduação à distância - 2/6/2006
Extra - Serviço

Proderj inaugura em Conceição de Macabu 38º CIC do estado - 1/6/2006
Secretaria de Comunicação Social - Notícias

Grevistas da Uerj recebem contra cheque zerado - 2/6/2006
O Globo - Rio

Greve vai parar na Justiça - 2/6/2006
Jornal do Brasil - Cidade

Ação na Justiça em favor da Uerj - 2/6/2006
O Dia - Geral

Uerj: crise se agrava - 1/6/2006
Rede Globo - RJ TV 2ª Edição

Caos no Rio: greve nas federais, estaduais, particulares e até elevadores desligados na Uerj - 2/6/2006
Folha Dirigida Online - Educação/Ensino Superior

Ensino superior público e recursos privados - 1/6/2006
Folha Dirigida - Colunas/Comunidade Acadêmica

Crise da Uerj - 1/6/2006
Folha Dirigida - Colunas/Anotações

Manifesto a favor da Uerj tem mais de 1809 assinaturas - 1/6/2006
Jornal da Ciência - Notícias

 


Geral
Ser humano é meio homem, meio bactéria - 2/6/2006
O Globo - Ciência

Figo da Palestina redefine data inicial da agricultura - 2/6/2006
Folha de São Paulo - Ciência

Tecnologicamente atrasados se beneficiarão menos de avanços - 2/6/2006
Jornal do Commercio - Tecnologia & Saúde

Asteróide é monte de entulho, revelam dados de sonda japonesa - 2/6/2006
Folha de São Paulo - Ciência

 


Artigos & Colunas
Devagarzinho - 2/6/2006
Jornal do Commercio - Colunas/Marcia Peltier

Aids, 25 anos - 2/6/2006
Folha de São Paulo - Editorial

 


Proderj inaugura em Conceição de Macabu 38º CIC do estado

Foi inaugurado hoje o 38° Centro de Internet Comunitária do Proderj no estado do Rio de Janeiro, no município de Conceição de Macabu. Este é o sétimo laboratório de inclusão digital montado pela autarquia na Região Norte fluminense, para oferecer à população acesso gratuito à Internet em banda larga e cursos de noções básicas de informática e navegação na web.

Representando a governadora Rosinha Garotinho no ato de abertura do laboratório, o diretor de Infra-estrutura Tecnológica do Proderj, Júlio César da Hora, ressaltou que, além de democratizar o acesso à informação, o programa Internet Comunitária oferece um incentivo à utilização de novas tecnologias e à disseminação do Software Livre, que está instalado em todas as dez estações de trabalho do novo espaço.

- Além de representar a geração de empregos na cidade, a presença dos monitores selecionados pela prefeitura e treinados pelo Proderj neste laboratório tem a vantagem de reduzir uma possível inibição dos novos usuários, que ainda não têm intimidade com a informática. Aqui, eles encontrarão apoio em pessoas de sua própria comunidade - lembrou Júlio.

O prefeito da cidade, Cláudio Eduardo Barbosa Linhares, afirmou que o local escolhido para a instalação do Centro de Internet Comunitária – um prédio público localizado na rodoviária de Conceição de Macabu – foi bastante apropriado, já que ali também funciona um centro de ensino profissionalizante de informática.

- Mais uma vez o governo do estado mostrou sua preocupação com os municípios pequenos e menos favorecidos com esta intervenção tão benéfica que é o Centro de Internet Comunitária. Sabemos que muitas prefeituras oferecem Internet gratuita para a população, mas como Conceição de Macabu é muito carente e poucos moradores têm computador em casa, esse mecanismo de parceria com o estado, por meio do Proderj, foi a única maneira encontrada para promover verdadeiramente a inclusão digital - acrescentou ele.

A secretária municipal de Planejamento, Adriana Ribeiro da Silva, explicou o entusiasmo das crianças presentes à inauguração do laboratório.

- Fizemos questão de trazer esses alunos e professores hoje, para que eles soubessem desde já que podem contar com o Centro de Internet Comunitária para fazer suas pesquisas e aprofundar o conhecimento transmitido em sala de aula. Só temos uma escola informatizada no município, com 16 computadores, mas tanto ela quanto o Centro de Atendimento da Secretaria de Promoção e Desenvolvimento Social ainda não têm Internet. Este será o primeiro telecentro público na cidade, e com acesso em banda larga - comemorou.

Conceição de Macabu possui pouco menos de 19 mil habitantes. Destes, 2.500 são alunos matriculados na rede municipal de ensino.

Também participaram da cerimônia o vice-prefeito José Benício Lopes Lima; os secretários municipais Sandra Cristina Ferreira (de Educação e Cultura), Tânia Regina Tavares (Administração), Wanessa Ribeiro (Promoção e Desenvolvimento Social) e Adriana Ribeiro da Silva (Turismo); e o presidente da Câmara Municipal de Conceição de Macabu, Reginaldo Rangel, entre outras autoridades locais.

O Centro de Internet Comunitária de Conceição de Macabu fica na Av. Vitor Sence s/n, no Centro da cidade, e funcionará de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

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Manifesto a favor da Uerj tem mais de 1809 assinaturas

O texto diz: “Manifestamos, publicamente, nosso apoio à Universidade do Estado do Rio de Janeiro em sua luta pela garantia de uma educação superior pública de qualidade e pela defesa de sua autonomia como instituição que promove o conhecimento, a cultura e o pensamento crítico”

Ainda nesta quinta-feira, das 10h até 13h, mas de 500 pessoas assinaram o manifesto.

O link para o texto é http://www.sosuerj.w3br.com/index.asp

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Ação na Justiça em favor da Uerj

Por considerar que houve quebra de autonomia universitária na gestão da Uerj, o deputado Paulo Ramos (PDT), que presidiu ontem a audiência pública na Assembléia Legislativa sobre a crise na instituição, vai entrar na Justiça. Ele quer denunciar por crime de responsabilidade a governadora Rosinha Garotinho e o secretário de Ciência e Tecnologia, Wanderley de Souza.

A Uerj está há 61 dias em greve. Ontem, na audiência pública quiseram saber do reitor, Nival Nunes de Almeida, como foram encaminhados à Secretaria estadual de Administração os nomes dos funcionários que aderiram ou não à paralisação.

"Os diretores de cinco faculdades e do Hospital Pedro Ernesto foram obrigados a encaminhar o cartão de ponto dos seus funcionários, desrespeitando à reitoria", disse o deputado. Wanderley não foi à audiência.

Os 16 elevadores da Uerj continuaram desligados ontem, por falta de pagamento à empresa Excel, que faz manutenção, conforme O Dia antecipou ontem.

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Mais de duas mil vagas para graduação à distância

Estão abertas inscrições do vestibular do Cederj em 18 municípios

Até o dia 17 de junho, o Cederj vai receber inscrições para seu vestibular. O órgão da Secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação é um consórcio formado com as universidades Uerj, Uerj, UFF, UFRJ, UFRRJ e Unirio e promove graduação à distância. São 2.216 vagas para administração, ciências biológicas, física, matemática, pedagogia para as séries inicias e tecnologia em sistemas de computação em 18 municípios do estado.

O aluno faz o curso através do regime semipresencial, com sistema de tutoria por telefone, faz e internet e atendimento e aulas nos pólos regionais aos sábados. Ao fim, recebe diploma e uma das universidades públicas. O candidato deve ir ao pólo regional em que pretende realizar o curso, de segunda a sexta-feira, das 11h às 20h, ou aos sábados, das 9h às 17h.


Como se candidatar

Os pólos: Angra dos Reis, Bom Jesus do Itabapoana, Cantagalo, Itaocara, Itaperuna, Macaé, Paracambi, Petrópolis, Piraí, Rio, Santa Maria Madalena, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana, São Pedro da Aldeia, Três Rio, Volta Redonda e Rio das Flores.

Taxa: Custa R$ 35 e deve ser paga no Banco do Brasil a favor da FJPF - Vestibular 2006, agência 3652-8, conta 246000-x.

Informações: Pelo telefone (21) 2568-1226 ou pelo site www.cederj.edu.br.


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Ensino superior público e recursos privados

Publicado na coluna Comunidade Acadêmica

Mergulhada numa grave crise financeira, a Uerj briga com o governo do estado pela liberação de mais recursos para a manutenção da instituição. A idéia de se manter apenas com recursos públicos, porém, há muito já foi abandonada nas principais instituições do país. Em entrevista recente, o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Wanderley de Souza, responsável pela manutenção da Uerj, lembrou que a maior universidade estadual do Rio não deve se manter apenas com a "mesada" do governo do estado. Já o consultor de gestão e marketing educacional, Carlos Monteiro, lembrou que duas das universidades públicas brasileiras mais produtivas atualmente, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade de Brasília (UnB), mantêm sua produção e excelência no meio acadêmico através de parcerias cada vez mais constantes com o setor privado.

Dito isso, não cabe à Uerj cruzar os braços e deixar de exigir do Poder Público as verbas necessárias à sua manutenção. O governo, muito menos, não deve se eximir de suas responsabilidades com uma educação pública, gratuita e de qualidade. O fato, porém, é que, com os recursos públicos cada vez mais escassos para a área educacional, a saída para o ensino superior público conseguir manter sua sobrevivência, infelizmente, parece estar na capacidade de seus dirigentes de arrecadar recursos fora dos gabinetes oficiais. O infelizmente da frase anterior vem da constatação de que, em qualquer país civilizado, o ensino público, mais do que corretamente, é priorizado pelos governos.

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Publicado na coluna Anotações na Folha Dirigida


Crise da Uerj

A crise da Uerj já se tornou uma preocupação nacional. Foi tema da última reunião do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, na última terça, dia 30, em São Paulo. Por unanimidade, o Crub aprovou uma Moção de Apoio à Uerj. O presidente Manassés Fonteles destacou a importância do apoio à universidade e demonstrou grande preocupação com a atual situação.


Preocupação

Durante almoço o reitor Nival Nunes confidenciou aos reitores que está extremamente preocupado com o corte do ponto de professores e funcionários, que acontecerá a partir do dia 9. Ele teme por uma reação violenta dos servidores.


Contrariedade

O anúncio do corte foi feito pelo secretário Wanderley de Souza. O titular da Ciência e Tecnologia tem demonstrado grande contrariedade em tratar do assunto. Considera que a Uerj deveria seguir o caminho da Uenf e aceitar a proposta do governo. Acredita que esse desgaste é desnecessário.


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Uerj: crise se agrava

Uma audiência pública para debater a crise na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) foi realizada na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A escassez de verba preocupa servidores e estudantes. A greve já dura dois meses.

Os dez elevadores da Uerj pararam de funcionar por falta de manutenção.
Alunos, professores e funcionários se reuniram com deputados

Durante duas horas e meia, alunos, professores e funcionários da Uerj se reuniram com deputados que integram a Comissão de Assuntos Municipais da Alerj. Eles discutiram a suspensão do vestibular de 2006 por tempo indeterminado, os problemas financeiros e ainda as precárias condições do campus da Uerj, que há mais de 30 anos não passa por uma grande reforma.

O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Wanderley de Souza, foi convidado para o encontro. Mas, em um ofício, ele informou que estaria em uma viagem ao exterior. Souza não mandou nenhum representante.

Os servidores da Uerj receberam zerados os contracheques relativos ao pagamento de maio. O governo do estado cortou o ponto dos grevistas.

Mas o reitor da Uerj, Nival de Alemida, diz que a paralisação não vai atrapalhar a realização do vestibular: “Acredito que é viável o encaminhamento para fazer o vestibular ainda em 2006, porque temos um compromisso com sociedade.”

A Comissão de Assuntos Municipais da Alerj informou que vai analisar a possibilidade de entrar com uma ação de crime de improbidade administrativa contra a governadora Rosinha Matheus e contra Wanderley de Souza.

Nesta sexta-feira, mais um sinal da crise que atinge a Uerj: os dez elevadores foram desligados. A empresa que faz o serviço de manutenção diz que está sem receber o pagamento do governo do estado. “A Uerj é um patrimônio, então todo mundo fica triste com isso”, comentou uma jovem.

O prédio principal da Uerj tem 12 andares. Escadas e rampas foram as alternativas aos elevadores parados. Alunos da Universidade da Terceira Idade (Unati), que funciona no campus da Uerj, não assistiram às aulas nesta sexta-feira. “Não tem como subir dez andares de escada. Se não há elevador, nós não podemos subir”, comentou uma senhora.

Alunos e servidores realizaram
uma assembléia no Teatro da Uerj

No início da noite, alunos e servidores fizeram uma manifestação no Teatro da Uerj. Eles querem que o governo do estado abra espaço para as negociações.

A Secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação informou que, por determinação do secretário Wanderley de Souza, não vai se pronunciar sobre a greve e a mobilização na Uerj.

Para ver a matéria em vídeo clique aqui

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Grevistas da Uerj recebem contra cheque zerado

Os professores e funcionários da Uerj receberam ontem os contracheques de maio zerados, já que o governo do estado determinou o corte do ponto dos grevistas. De manhã, durante audiência pública na Alerj, alunos, professores e funcionários denunciaram a situação precária da universidade, que está parada há dois meses. Também ontem os dez elevadores do prédio principal do campus no Maracanã, que tem 12 andares, pararam por falta de pagamento.

Durante a audiência, alunos, professores e outros funcionários da Uerj se reuniram por mais de duas horas com deputados da Comissão de Assuntos Municipais e discutiram a suspensão do vestibular por tempo indeterminado, os problemas financeiros e as condições precárias do campus, que há mais de 30 anos não passa por uma grande reforma. O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Wanderley de Souza, não compareceu à sessão, alegando que estaria viajando, e não enviou representante.

A Comissão de Assuntos Municipais vai estudar a possibilidade de entrar com uma ação por crime de improbidade administrativa contra a governadora Rosinha Garotinho e o secretário. O reitor da Uerj, Nival de Almeida, disse que a paralisação não vai atrapalhar a realização do vestibular deste ano. No início da noite, alunos e servidores fizeram uma manifestação no teatro da universidade.

A Associação de Pais de Alunos do Colégio Pedro II decidiu entrar na Justiça para tentar garantir as aulas. Eles querem que o Ministério da Educação contrate profissionais temporários para substituir os cerca de mil professores que estão em greve desde o dia 29. A paralisação prossegue por tempo indeterminado. Só estão funcionando as unidades de Niterói e Realengo. Na de São Cristóvão, alguns professores também não aderiram à greve.

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Ser humano é meio homem, meio bactéria

Talvez não sejamos inteiramente humanos, sustentam geneticistas que estudaram o DNA de centenas de diferentes bactérias que habitam o intestino do homem. É que as bactérias são tão importantes para funções-chave do corpo, como a digestão e o bom funcionamento do sistema imunológico, que, argumentam os cientistas, o homem seria, na verdade, um organismo simbiótico.

O estudo das bactérias do corpo humano pode fornecer informações importantes sobre doenças, nutrição, obesidade e funcionamento de drogas. A pesquisa, de cientistas do Instituto de Pesquisa Genômica, foi publicada na “Science”.

— Somos, na verdade, um amálgama, uma mistura de bactérias e células humanas — sustenta Steven Gill, biólogo molecular da Universidade Estadual de Nova York. — Segundo algumas estimativas, 90% das células em nosso corpo seriam, na verdade, bactérias.

Na análise de Gill, o organismo é totalmente dependente da sua população de micróbios.

— Qualquer alteração nessa população pode deflagrar falhas no metabolismo e provocar doenças, como inflamações intestinais.

Adultos carregam até cem trilhões de micróbios de mil espécies. Uma célula humana pode ser colonizada por muitas espécies ao mesmo tempo.

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Figo da Palestina redefine data inicial da agricultura

Árvore foi domesticada há 11,4 mil anos, quase um milênio antes de trigo e cevada

Agricultores do Neolítico já faziam seleção de plantas, escolhendo árvores de fruto mais doce para fazer mudas, afirma estudo de israelense

Arqueólogos israelenses descobriram que a figueira foi a primeira planta domesticada pelo homem, há 11,4 mil anos. O figo tira o posto do trigo e da cevada, domesticados há 10,5 mil anos na Turquia e na Síria e que até hoje eram considerados as espécies vegetais cultivadas há mais tempo. Ou seja, a agricultura surgiu pelo menos mil anos mais cedo.

Figos achados em sítio
arqueológico na Cisjordânia

No estudo, publicado na revista "Science", Mordechái Kislev, da Universidade Bar-llan, em Israel, conta que estudou nove figos secos inteiros e mais 313 drupéolas (a polpa da fruta) no sítio arqueólogico de Gilgal 1, abandonado há 11 mil anos, a 12 km ao norte de Jericó, na Cisjordânia, território palestino. Até então, pensava-se que o figo tinha sido domesticado há 6.500 anos, mas testes revelaram que as frutas eram quase 5.000 anos mais antigas.

Os figos encontrados são da espécie Ficus caricas (a mesma consumida hoje) e pertencem a uma variedade que se forma e amadurece sem polinização, com sementes estéreis. Em vez de cair da árvore, eles permanecem na figueira até ficarem mais doces e macios.

Seleção artificial

A um certo ponto, os humanos devem ter percebido que as sementes não produziam novas árvores e resolveram fazer o plantio de mudas. "A mente humana deu uma virada, pois o homem deixou de apenas explorar a terra para modificar o ambiente de acordo com suas necessidades", afirma o israelense Ofer Bar-Yosef, arqueólogo da Universidade Harvard (EUA), co-autor do estudo.

E como os fazendeiros do Neolítico fizeram isso? Experimentando. Eles elegiam as árvores com os melhores figos e plantavam suas mudas, até chegar a uma fruta mais gostosa. De acordo com o estudo, os habitantes de Gilgal 1 também levavam mudas de figueiras para fazer pomares em outros locais, tanto que drupéolas similares apareceram a 1,5 km dali.

"Outro fator muito importante é que os figos foram encontrados secos. Isso demonstra que já existiam técnicas de conservação para os alimentos, para que eles não tivessem que ser consumidos na hora e durassem mais", explica Rita Scheel-Ybert, antracóloga (especialista em carvão arqueológico) do Museu Nacional.

Com o cultivo do figo, o homem deixou para trás 2,5 milhões de anos de história como apenas caçador e coletor, mas a transição para a agricultura não aconteceu de uma hora para outra: resíduos de trigo, cevada e bolota (o fruto do carvalho) selvagens também foram encontrados em Gilgal. "A estratégia de subsistência era mista, com a exploração de plantas selvagens e a domesticação dos figos", explica Bar-Yosef. Assim, o cardápio também incluía cereais, castanhas e frutinhas silvestres, além de carne. "Esse tipo de economia, com o plantio de algumas espécies e a coleta de outras, foi praticado amplamente antes de se espalhar por todo o Oriente."

Para Scheel-Ybert, a tendência é que as datas da domesticação dos alimentos se revelem cada vez mais antigas graças a métodos modernos de pesquisa arqueológica. "Os restos de alimentos são pequenos demais e passam batidos na escavação tradicional", afirma. Hoje eles são submetidos à flotação (em que as partículas carbonizadas flutuam e são separadas para o estudo), e à análise dos chamados fitólitos, partículas conservadas de sílica e amido das plantas.

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Aids, 25 anos

Editorial da Folha de São Paulo

A organização das Nações Unidas divulgou nesta semana um relatório que se pretende o mais abrangente já publicado sobre a difusão da Aids no planeta. Com base em dados fornecidos por 126 países, o texto enseja uma perspectiva moderadamente otimista: pela primeira vez desde que se notificaram os primeiros casos da doença, há 25 anos, o número de infectados parou de crescer.

Pode-se em parte atribuir o resultado ao aumento contínuo de recursos destinados ao combate à Aids -em 2005, foram gastos US$ 8 bilhões. A cifra corresponde à meta estabelecida pela organização e permitiu a 1,3 milhão de infectados em países pobres receber os remédios anti-retrovirais, capazes de abrandar os sintomas e prolongar a vida dos portadores do vírus.

Diante da estabilização, o relatório da ONU afirma ser possível adotar uma nova estratégia. Se até o momento a prioridade era administrar a crise e conter a escalada da infecção, a situação já é favorável à adoção de medidas de longo prazo destinadas a reverter o quadro. Mas os obstáculos ainda são consideráveis.

O documento estima em 38,6 milhões o número de soropositivos em 2005. Apenas no ano passado, mais de quatro milhões de pessoas contraíram o vírus HIV, e 2,8 milhões morreram em razão da doença. Trata-se de um patamar ainda muito elevado para que a estabilidade seja considerada um resultado satisfatório. Na África subsaariana, por exemplo, os números apenas se mantiveram estáveis em decorrência da alta taxa de mortalidade dos infectados.

Em que pese o diagnóstico do relatório e o acerto de suas intenções, os avanços ainda são insuficientes diante da magnitude do problema. Mas são efetivos. E atestam que vale a pena investir mais recursos em prevenção e em tratamento.

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Asteróide é monte de entulho, revelam dados de sonda japonesa

Hayabusa tem problema, mas revela detalhes da estrutura exótica do objeto

A tentação de descrever como fracasso a missão japonesa Hayabusa ao asteróide Itokawa é justificável: em setembro de 2005, a sonda chegou a seu destino, mas o robô que deveria colher amostras falhou, a nave perdeu parte de seu combustível e ficou sem comunicação. Mas sete artigos no periódico "Science" apresentam hoje resultados científicos qualificados como "heróicos".

O adjetivo figura no comentário de Erik Asphaug, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz. "Estas são as recompensas de esforços heróicos para fazer as coisas darem certo diante de inúmeros percalços", escreveu.

O Itokawa foi escolhido para testar várias novas tecnologias por ser um asteróide representantivo dos milhares que se avizinham da Terra e um dos mais fáceis de alcançar. O corpo de apenas 500 por 300 metros foi descrito como um "monte de escombros" com formato de uma lontra marinha.

A primeira parte da descrição é precisa: vários pedregulhos de poucas dezenas de metros em meio a milhões de toneladas de fragmentos. Medições confirmam que são de um tipo formado nos primórdios do Sistema Solar, portanto relíquias do mesmo material que se agregou para formar a Terra.

O modelo do monte de escombros era o mais aceito para explicar a estrutura desses asteróides que passam perto da Terra, com algum risco de colisão, mas poucos haviam sido observados. Agora o Itokawa pode dar pistas sobre a formação do Sistema Solar, há mais de 4 bilhões de anos.

Já o formato de lontra marinha parece ser uma concessão poética dos pesquisadores. A semelhança se resume a uma cabeça pequena e um corpo grande, quase sem pescoço.

As estimativas de massa e volume indicam uma densidade menor que 2 gramas por centímetro cúbico. Mais do que um corpo radicalmente poroso, esse valor médio sugere um amontoado de partículas mantidas em união só pela fraca gravidade do próprio objeto.

Perto do pescoço, o asteróide tem uma área mais lisa chamada de Mar das Musas (trocadilho em inglês com o nome anterior, Muses-C). É uma superfície sem pedregulhos, como uma praia de seixos. Os pesquisadores sugerem que os fragmentos maiores e menores se separaram por processos vibratórios desencadeados por colisões de outros corpos (como é pouco coeso, o asteróide não forma crateras).

Na Internet - Leia entrevista com Erik Asphaug no blog Ciência em Dia (www.cienciaemdia.zip.net)

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Tecnologicamente atrasados se beneficiarão menos de avanços

Países sem tradição científica serão prejudicados

Os avanços tecnológicos dos próximos 14 anos proporcionarão grandes benefícios aos países que têm tecnologia mais original e avançada, não aos países atrasados atualmente no campo científico, segundo estudo divulgado ontem nos Estados Unidos. Nesta pesquisa, o Brasil está situado em posição intermediária, ao lado de nações como África do Sul, Chile e Indonésia. "O lugar onde as pessoas vivem terá um grande impacto no modo como as aplicações tecnológicas afetam sua saúde pessoal e seu nível de vida, e também determinarão a capacidade de seus países em protegê-las e em preservar o meio ambiente", disse Richard Silberglitt, um dos autores do informe da Corporação RAND. A Corporação RAND, com sede na Califórnia (oeste), é uma instituição sem fins lucrativos que realiza pesquisas para contribuir com a tomada de decisões e a implementação de políticas no setor público e privado. A RAND examinou 29 países e os classificou em quatro categorias: os tecnologicamente avançados, os competentes, os países em desenvolvimento e os atrasados. O Brasil está situado em meio aos países cientificamente em desenvolvimento. De acordo com o estudo, as nações deste grupo, "Brasil, México, Turquia, Colômbia, Indonésia, África do Sul e Chile (...) estão preparadas para aproveitar aplicações tecnológicas moderadamente sofisticadas".

Entre elas, cita "dispositivos para monitorar constantemente o movimento desde produtos a pessoas; exames diagnósticos fáceis de serem efetuados que dêem resultados imediatos para um espectro grande de infecções; e métodos de fabricação inócuos para o meio ambiente". O estudo conclui que até 2020 "as pessoas nos Estados Unidos e Canadá, Alemanha (representando a Europa Ocidental), Coréia do Sul e Japão, Austrália e Israel serão beneficiadas pelos maiores avanços tecnológicos, e serão capazes de aproveitar esta tecnologia independentemente de quanto sofisticada ela seja".

Como exemplos de potenciais avanços de alta tecnologia, o informe menciona "a geração de tecidos para implantar e substituir partes do corpo humano; a criação de uma ampla rede de sensores para efetuar vigilância em tempo real; o acesso à informação em qualquer momento e em todas as partes; e a fabricação de computadores que poderão ser utilizados sempre".

Entre os países cientificamente competentes, "China, Índia, Rússia e outros (...) como Polônia (representando a Europa Oriental) também poderão realizar avanços significativos e outros ainda mais importantes", acrescenta o texto.

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Devagarzinho

Publicado na coluna Marcia Peltier do Jornal do Commercio

O projeto do biodiesel anda fazendo fumaça. A Agência Nacional de Petróleo autorizou até o momento a fabricação de, aproximadamente, 100 milhões de litros anuais de B-100 (óleo vegetal puro). A meta oficial exige 800 milhões de litros do produto, pelo mesmo período.

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Núcleo perinatal será inaugurado hoje no Pedro Ernesto

Será inaugurado nesta sexta-feira, às 10h, o núcleo perinatal do Hospital Universitário Pedro Ernesto. A nova unidade terá 101 leitos e será a mais moderna do estado. Cerca de R$ 12 milhões foram investidos na conclusão das obras, na compra de equipamentos e na contratação inicial de 531 profissionais, em regime temporário, até o fim do ano.

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Maternidade de alto risco do Pedro Ernesto será inaugurada nesta sexta-feira

A ampliação do Núcleo Perinatal do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) será inaugurada nesta sexta-feira, às 10h, no Anfiteatro Ney Palmeiro, que fica na Boulevard 28 de Setembro, nº 77, em Vila Isabel, Zona Norte.

A capacidade do atendimento perinatal foi triplicada. O Núcleo Perinatal contará com banco de leite e terá 101 leitos para casos de alto risco de gestantes e recém-nascidos. Desses, 25 serão de UTI neonatal e UTI materna. Até agora, o hospital oferecia 20 vagas para gestantes e mulheres em trabalho de parto, além de oito de UTI neonatal. Esses 28 leitos serão desativados devido à criação da nova unidade.

As vagas serão controladas pela Central de Regulação da Secretaria de Estado de Saúde e deverão atender a pacientes vindas de todo o Rio e Grande Rio. Mães e crianças recém-nascidas com problemas sérios poderão ser transferidas para o Núcleo Perinatal, que prestará atendimento especializado nos casos de alto risco.

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Greve vai parar na Justiça

Ministério Público estuda ação conta o Estado no caso da Uerj

O Ministério Público estadual entrou em cena na crise da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que amanhã completa dois meses em greve. Ontem, a promotora Maria de Conceição Nogueira da Silva compareceu à audiência pública realizada na Assembléia Legislativa a fim de esclarecer os problemas que abalaram a universidade. A presença da promotora foi vista com satisfação pelos deputados envolvidos no caso e pelo reitor da Uerj, Nival Nunes de Almeida.

- Vou encaminhar as reclamações de verba insuficiente liberada pelo governo estadual para a Uerj ao procurador-geral de Justiça Martim Martins Vieira - afirmou a promotora, no fim da sessão - Acredito que encontraremos uma solução.

Os deputados estaduais e os funcionários da Uerj acreditam que o MP vai iniciar uma investigação das denúncias de irregularidades cometidas pelo governo, através da Secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação. Caso as ações sejam confirmadas, o MP pode entrar com ação civil pública para que a Justiça cobre do Estado os deveres para com a universidade.

Alunos de escolas públicas
e particulares protestaram

Ao fim da assembléia, o deputado estadual Pedro Ramos (PDT), responsável pela convocação da audiência, lamentou o fato de o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Wanderley de Souza, ter autorizado o corte de salários dos servidores em greve. Wanderley pediu aos funcionários que estavam trabalhando normalmente que mandassem a folha de ponto diretamente à Secretaria de Administração.

- Alguns diretores do Hupe se dividiram e mandaram a folha de ponto, o secretário faz isso para enfraquecer o movimento - lamentou Paulo Ramos - Junto com outros parlamentares, vou encaminhar uma representação para protestar contra a conduta do secretário e da governadora Rosinha Matheus.

O reitor da Uerj endossa o discurso do deputado.

- É a primeira vez na história das universidades brasileiras que acontece o corte de ponto dos trabalhadores - lembrou Nival - Nem nos governos militares, em vista das greves sindicais, isso aconteceu.

O reitor chegou a mandar a folha de ponto comprovando o horário integral dos funcionários, mas o secretário não aceitou o documento e mandou cortar os salários dos professores. Vice-presidente da Associação de Docentes da Uerj (Asduerj), Denise Brasil afirmou que a greve vai continuar.


Corte de ponto revolta

Agente administrativo do Hospital Universitário Pedro Ernesto e integrante do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais - RJ (Sintuperj), Antônio Filgueiras compareceu à audiência pública na Alerj para se pronunciar o corte de ponto dos funcionários.

- A quebra da autonomia da universidade é um ato errôneo - declarou - A Secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação fez terrorismo com os diretores da Uerj. Os servidores do hospital mandaram o ponto por medo, pois já recebem apenas 54% do salário.

O deputado estadual Paulo Pinheiro (PPS) lembrou que quem paga as contas do hospital universitário é a Secretaria Estadual de Saúde.

- Fizeram uma colcha de retalhos com o orçamento da Uerj - criticou - Criou-se uma anarquia na adminis¬tração da universidade.

No fim da sessão, Paulo Pinheiro lembrou que hoje será inaugurada a unidade perinatal do Hospital Pedro Ernesto. Criticando a ausência do secrêtário Wanderley de Souza na audiência pública, o deputado disse es¬perar por representantes do governo pelo menos hoje.

O deputado Paulo Ramos, por sua vez, informou que pretende marcar outra audiência na Alerj - para converar com o secretário. Outro passo decidido na assembléia de ontem é a visita conjunta de parlamentares à sede da Uerj, à Secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e à Secretaria de Administração - a esta última, com o objetivo de exigir o pagamento dos salários dos professores.


Opinião do Leitor: Crise na Educação

Lamentável, a governadora Rosinha Matheus não encarar a educação como um dos pilares de programa de desenvolvimento do nosso Estado.

É um absurdo o que vem acontecendo na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj): servidores e alunos com péssimas condições de trabalho e estudo; docentes sem ajustes salariais há cinco anos e, atualmente, trabalhando sem receber seus salários. Como acreditar na governadora que não dá primazia a educação, saúde e segurança como itens primordiais para alavancarem a imagem e o progresso desta cidade maravilhosa?

Moacir Pereira da Costa morador do Flamengo, RJ.

 

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Caos no Rio: greve nas federais, estaduais, particulares e até elevadores desligados na Uerj

Representantes dos professores, técnicos-administrativos e estudantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) foram mais uma vez à Alerj nesta quinta-feira, dia 1º. Eles participaram de uma audiência pública para debater a crise na instituição. O objetivo era tentar conseguir o apoio dos parlamentares para pressionar o governo estadual a reabrir o canal de negociação com os grevistas. Durante várias horas os servidores discutiram também a suspensão do vestibular 2006 e as condições precárias do campus da instituição.

A greve de professores, técnicos-administrativos e alunos da Uerj completa dois meses neste sábado, dia 3, sem qualquer possibilidade concreta de acordo. Os movimentos sindicais da instituição não demonstram expectativa para o término da paralisação e o canal de negociação parece cada vez mais fechado. A assessoria da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Secti) informou que o secretário Wanderley de Souza não fará qualquer pronunciamento sobre o caso. A reitoria da instituição, mesmo prejudicada pela greve, manifesta apoio aos grevistas. Segundo o reitor Nival Nunes, a Uerj exige uma solução para a crise financeira da instituição. "Infelizmente, não há qualquer novidade por enquanto", avisa o dirigente.

Para piorar a situação da universidade, nesta quinta-feira os dez elevadores da Uerj foram desligados por falta de pagamento da manutênção. Escadas e rampas foram as únicas alternativas para os que tinham fôlego para encarar os 12 andares do prédio principal da universidade. Devido à diiculdade de locomoção, alunos da Universidade da Terceira Idade (Unati), que funciona no campus da Uerj, não puderam assistir as aulas.

Pedro II e Cefeteq entram em greve

O Colégio Pedro II e o Cefet/Química estão em greve desde a última segunda, 29. A medida deixa quase 12 mil alunos sem aulas (nove mil do Pedro II e três mil do Cefet/Química). Nem mesmo a publicação da Medida Provisória nº 295, que prevê reajuste linear de 12% e restruturação da carreira de docentes de 1º e 2º graus das instituições federais de ensino foi suficiente para redirecionar o movimento dos sindicalistas.

De acordo com Edmar da Rocha Marques, diretor do Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II (Sindscope), para que a greve seja suspensa, é necessário que o Governo Federal cumpra a parte do acordo relativas aos servidores técnico-administrativos, que pediam a implementação da segunda parte de seu plano de carreira.

"Nós representamos a categoria como um todo. O termo de acordo foi para técnicos-administrativos e docentes. Saiu uma medida provisória que beneficia somente os docentes. Faltam os técnicos-administrativos que têm a segunda etapa do plano de carreira para receber. Falta dar a qualificação e a capacitação segundo termos de acordo. Os técnicos têm que passar a ganhar pela formação, conforme os docentes já ganham", explicou o sindicalista.

A expectativa da secretária de Ensino do Pedro II, professora Vera Maria Ferreira Rodrigues, é de que a questão dos servidores se resolva nos próximos pacotes do Governo, que estão previstos para sair nos próximos dias. De qualquer forma, a professora assegurou que estas aulas perdidas serão respostas. "Estamos torcendo para que isso se resolva. Fizemos todo o esforço para cumprir os 200 dias letivos. O ano letivo de 2005 terminou no dia 18 de março e o ano de 2006 começou somente no dia 5 de abril. Segundo nosso planejamento, o ano de 2006 iria terminar no dia 23 de dezembro. Em função dessa paralisação inesperada, um novo planejamento deve ser feito", acrescentou a docente.

Crise também nas particulares

Alunos de duas faculdades particulares do Rio de Janeiro não estão imunes à crise que assola a educação fluminense. A Universidade Gama Filho e as Faculdades Integradas Bennett paralizaram as atividades. As duas instituições de ensino passam por graves dificuldades financeiras, atrasando o salários dos professores e funcionários por vários meses.

O reitor da Gama Filho, Arno Wehling, disse que os salários de março dos docentes foram pagos na última quarta, 31. Os de abril, porém, continuarão atrasados.

Já no Bennet a situação parece ser bem pior, já que alguns professores afirmam que não recebem salários há mais de um ano. Representantes de centros acadêmicos e de cursos divulgaram uma nota contra a paralização e reivindicam explicações dos responsáveis pela instituição.

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