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29 de agosto de 2006

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Notícias da Secti
Dinossauro gigante descansa no Rio - 29/8/2006
Jornal do Brasil - Cidade

Grupo acha o maior dos dinossauros brasileiros - 29/8/2006
Folha de São Paulo - Ciência

Cotas: bolsas podem aumentar 10% - 29/8/2006
O Dia - Geral

Elite diz não aos cotistas - 28/8/2006
O Dia - Geral

Escola de Artes Técnicas planeja novos cursos - 28/8/2006
Secretaria de Comunicação Social - Notícias

Proderj auxiliará cidadãos com Declaração de Isento 2006 - 28/8/2006
Secretaria de Comunicação Social - Notícias

Começa hoje o 49º Dia de Doação de Sangue da Uerj - 28/8/2006
Secretaria de Comunicação Social - Notícias

 


Geral
Remédio contra artrite descoberto por acaso - 29/8/2006
Tribuna da Imprensa - Ciência/Ambiente

Nasa se prepara para proteger Atlantis de tempestade - 29/8/2006
Tribuna da Imprensa - Ciência/Ambiente

Jogadores armazenam células-tronco dos filhos - 29/8/206
Jornal do Commercio - Tecnologia & Saúde

 


Artigos & Colunas
Aguardando ok - 29/8/2006
Jornal do Commercio - Colunas/Marcia Peltier

Aperfeiçoar o Prouni - 29/8/2006
Folha de São Paulo - Editorial

 

 


Proderj auxiliará cidadãos com Declaração de Isento 2006

Começa nesta sexta-feira e vai até 30 de novembro o prazo para envio à Receita Federal da Declaração Anual de Isento 2006. Durante esse mesmo período, técnicos do Proderj (Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro) estarão à disposição da população fluminense, auxiliando na elaboração e na remessa da Declaração pela Internet. O serviço será prestado gratuitamente, de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h, nos postos de atendimento montados pelo Proderj nas unidades Central do Brasil e Carioca do Programa Rio Simples.

- Inicialmente, serão alocados na Central do Brasil dois computadores conectados à web em banda larga e dois técnicos da autarquia, para atender com exclusividade o público interessado em se declarar como isento do Imposto de Renda. Na Carioca, teremos um computador e um técnico dedicados ao serviço, número que pode aumentar no decorrer do período de atendimento, de acordo com a procura - explica o gerente de Eventos do Proderj, Benedito Sérgio.

Em 2005, o serviço registrou uma média de 180 atendimentos diários e a expectativa para este ano é de que a demanda seja ainda maior, já que a rede de atendimento foi ampliada. Além dos postos do Rio Simples, os 47 Centros de Internet Comunitária mantidos pelo Proderj em diferentes pontos do estado também estarão preparados para atender simultaneamente os cidadãos durante o período de entrega da Declaração de Isento.

São 19 Centros na capital (Bangu, Centro I e II, Copacabana, Del Castilho, Flamengo, Irajá, Leopoldina, Maracanã, Maré, Méier, São Cristóvão, Sepetiba, Ilha do Governador, Jacarepaguá, Madureira, Paciência, Rocinha e Vila Isabel) e 28 em municípios do interior. Os endereços destes laboratórios de inclusão digital podem ser consultados em www.proderj.rj.gov.br, no link Internet Comunitária.

- Cada Centro terá uma máquina destinada ao atendimento dos contribuintes isentos. Um instrutor especialmente treinado para a tarefa acompanhará o cidadão durante todo o processo, auxiliando na elaboração, no envio on-line à Receita Federal e na impressão do comprovante de entrega da Declaração - esclarece o gerente de Inclusão Digital do Proderj, Ramatis Vianna.

Para fazer sua Declaração Anual de Isento 2006, o cidadão deverá ter em mãos os documentos de identidade, CPF e título de eleitor. A Declaração é obrigatória para as pessoas físicas que tiveram rendimentos tributáveis inferiores a R$ 13.968,00 em 2005 e, de acordo com a Receita Federal, permite que o contribuinte mantenha a regularidade do CPF e tenha a certeza de que seu documento não está sendo usado por terceiros.

Vale lembrar que a modalidade on-line da Declaração Anual de Isento é a única gratuita. Bancos e loterias cobram R$ 1,00 pelo serviço, enquanto a taxa nos Correios é de R$ 2,40.

Rio Simples - Unidade Central do Brasil
Praça Cristiano Ottoni, s/n.º - Edifício D. Pedro II – Subsolo

Rio Simples - Unidade Carioca
Rua da Ajuda, n.º 5 – Subsolo - Centro - Próximo à Estação Carioca do Metrô

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Escola de Artes Técnicas planeja novos cursos

Inaugurada em 2003, a Escola de Artes Técnicas Luiz Carlos Ripper completa três anos em 29 de outubro com bons motivos para comemorar. A EAT, como é conhecida, recebeu R$ 50 mil da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) na sexta-feira para fazer melhorias em sua infra-estrutura de ensino.
A diretora da escola, Jalusa Barcelos, já traçou os planos para aplicação do dinheiro.

- Vamos comprar equipamento e material para os cursos e aparelhos de ar-condicionado para as salas de aula. Além disso, vamos também iniciar mais dois cursos, um de costura cênica e um de fantasia de carnaval, e contratar mais quatro professores - disse.

Segundo Jalusa, os alunos estão muito animados com os recursos recebidos do governo. Ela diz que está se planejando para aproveitar bem o dinheiro, para que a escola possa ficar com as finanças tranqüilas até agosto do ano que vem.

Os 32 professores que trabalham atualmente na EAT ministram e orientam disciplinas em nove cursos: Administração Teatral, Camareira Teatral, Carpintaria Teatral, Contra-Regra e Direção de Cena, Maquiagem e Caracterização, Produção Executiva, Laminação, Serralheria Cênica e Eletricista Cênico.

Os cursos, que têm em média seis meses de duração cada um, formam profissionais que têm sido muito bem recebidos no mercado de trabalho, até mesmo em emissoras como a Rede Globo e a TV Record, comemora a diretora. A Escola de Artes Técnicas faz parte da rede de unidades da Faetec (Fundação de Apoio à Escola Técnica) e fica no Cetep (Centro de Educação Tecnológica Profissionalizante) Mangueira, na Rua Visconde de Niterói, 1.364, na Mangueira. O telefone para informações é o 3234-9010.

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Começa hoje o 49º Dia de Doação de Sangue da Uerj

A Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), em parceria com o Banco de Sangue Herbet de Souza, do Hupe (Hospital Universitário Pedro Ernesto), na Avenida 28 de Setembro 109, Vila Isabel, Zona Norte do Rio, dá início hoje ao 49º Dia da Uerj de Doação de Sangue. A campanha de doação voluntária se estende até quinta-feira, das 8h às 13h, e tem a expectativa de arrecadar 180 bolsas de sangue por dia.

Segundo a coordenadora do projeto "Sangue vencendo medo, garantindo a vida", Liany Bonilla, o grande objetivo da campanha é orientar a população sobre a carência existente nos bancos de sangue do estado, além de mostrar a todos que não há mistério na doação de sangue.

- Uma das grandes necessidades é que não existe a cultura de doação de sangue e o grande problemas que passamos é que a quantidade de transfusões feitas diariamente é maior do que o número de bolsas de sangue doadas - disse a professora.

Para doar basta estar em boa saúde, ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 kg, ter repousado à noite, não ser portador da doenças infecciosas como hepatite, malária, sífilis, Aids ou doença de Chagas, não usar drogas ilícitas, portar documento oficial com foto e não estar em jejum.

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Dinossauro gigante descansa no Rio

Um dinossauro de 13 metros e 80 milhões de anos é o novo destaque do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. O fóssil, encontrado no triângulo mineiro, é o primeiro de uma espécie brasileira montado no país.

- Montar um grande dinossauro é uma tarefa cara e exige muita pesquisa - comenta Sérgio Alex Azevedo, diretor da instituição. - Esse fóssil tem um sabor especial pois atende aos pedidos de crianças e adolescentes, que sempre perguntaram o porquê de não termos um.

Os primeiros ossos foram descobertos há 10 anos às margens da rodovia que liga Campina Grande (PB) e Prata (MG). Quatro escavações feitas entre 1998 e 2002 retiraram de uma área de 42 m2 mais de 6 toneladas de material preservado.

- Junto ao dinossauro encontramos também peixes, moluscos e conchas - conta o paleontólogo Alexander Kellner. - Esses animais nos dão informações preciosas de como era o meio ambiente.

A espécie recebeu o nome de Maxakalisaurus topai em homenagem a uma tribo indígena local. Ela pertence ao grupo dos titanossauros, pesava em torno de 9 toneladas e era herbívoro. Os titanossauros tinham cauda e pescoço compridos, corpo volumoso e cabeça pequena. Eram abundantes no supercontinente Gondwana, que reunia as terras que hoje formam a América do Sul, África e Índia.

- Apesar de não termos encontrado uma ossada inteira, conseguimos partes de todo o esqueleto principal, o que permitiu a reconstrução - comemora Kellner. - Encontramos, inclusive, pela primeira vez no Brasil, uma arcada com dentes preservada.

Por apresentar uma pata um pouco mais achatada que a característica dos titanossauros, o pesquisador acredita que a nova espécie está relacionado a um outro grupo, mais evoluído, o dos saltasaurinae.

- Isso significa que pode ter dado origem a eles - diz Kellner.

Para Jerson Lima Silva, diretor científico da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), que doou 80 mil reais ao projeto, a descoberta servirá como "vetor para a divulgação científica".

- Estamos muito orgulhosos. Os recursos aplicados foram pequenos frente à descoberta.

A réplica em tamanho natural e alguns ossos originais estão desde ontem em exposição na Quinta da Boa Vista. Para conquistar a simpatia dos visitantes e estimular o interesse pela ciência, o museu organizou um concurso para a escolha do nome popular do dinossauro.

Até 12 de outubro, visitantes poderão sugerir nomes. Depois de uma triagem, cinco opções serão escolhidas e colocadas novamente em votação. O resultado final sairá em dezembro.

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Aperfeiçoar o Prouni

Editorial da Folha de São Paulo

O Prouni, o programa federal que concede bolsas de estudo para que alunos carentes freqüentem universidades privadas, é uma idéia engenhosa que pode ajudar a ampliar o ainda muito reduzido número de brasileiros com formação superior -apenas 4,5%.

Infelizmente, essa valiosa iniciativa está sendo prejudicada pelo grave problema da má qualidade do ensino. Levantamento realizado por esta Folha mostrou que o Ministério da Educação (MEC) está beneficiando 237 cursos ruins, isto é, que obtiveram notas 1 e 2 (as piores) no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) de 2004 e 2005. Esse número representa quase a metade (48%) dos cursos mal avaliados.

O logro é duplo. Saem enganados o contribuinte, cujos recursos estão sendo investidos num bem que deixa muito a desejar, e os próprios alunos, que entram numa faculdade achando que ela lhes proporcionará uma formação pelo menos razoável. O único lado favorecido é o da escola, que, ao participar do programa, goza de incentivos fiscais.

É verdade que o Enade é apenas um elemento da avaliação dos cursos, e seria injusto fechar faculdades por conta de uma única nota ruim. Mas o poder público deve ser mais rigoroso na destinação do dinheiro do contribuinte. Como afirma o ministro da Educação, Fernando Haddad, em artigo publicado na página ao lado, o Prouni precisa ser aperfeiçoado.

Uma alternativa é exigir que o governo federal leve em conta a qualidade do curso antes de credenciá-lo para o programa. Apenas instituições com boas notas poderiam participar.

Propiciar que mais brasileiros concluam a universidade é importante, mas não basta. É preciso também assegurar que encontrem formação adequada.

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Grupo acha o maior dos dinossauros brasileiros

Animal de 80 milhões de anos media 13 metros e pesava até nove toneladas

Pesquisadores da UFRJ descreveram e remontaram o esqueleto fossilizado encontrado no município de Prata, no sul de Minas Gerais

Um gigante acaba de ser adicionado à lista ainda modesta mas crescente dos dinossauros brasileiros. Com 13 metros de comprimento e nove toneladas, o Maxakalisaurus topai é o maior dino descrito no país, afirmam os pesquisadores do Rio de Janeiro que apresentaram o bicho ao público ontem.

Junto com a descrição da nova espécie, o paleontólogo Alexander Kellner e seus colegas inauguraram uma reconstrução completa do esqueleto do grande réptil, exposta no Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ao lado da réplica de resina o público pode ver também alguns dos fósseis reais do bicho.

Ilustração reconstitui o provável
aspecto do Maxakalisaurus topai

"Com toda certeza é o maior dinossauro com nome e sobrenome científicos no Brasil, embora existam materiais maiores que ainda não foram devidamente estudados", diz Kellner, autor da pesquisa ao lado de colaboradores do Museu Nacional e do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). A descrição do animal está na edição deste mês da revista científica "Boletim do Museu Nacional".

Quinto elemento

Com estimados 80 milhões de anos de idade, o M. topai foi um comedor de plantas da mesma linhagem que gerou os maiores animais terrestres de todos os tempos. Quatro de seus "primos" do grupo dos titanossauros já tinham sido identificados no Brasil e, tal como ele, vieram do conjunto geológico conhecido como grupo Bauru, que engloba boa parte de Minas Gerais e São Paulo.

Mais especificamente, o bicho vem dos arredores da cidade de Prata (MG) e seu esqueleto maciço foi exposto pela primeira vez durante a construção de uma estrada. Foi preciso trabalhar de 1998 a 2002 para extrair seis toneladas de fóssil.

"Só as vértebras dorsais pesavam uma tonelada e meia", conta Kellner. Parte do material fóssil estava articulado (na posição em que se encontraria em vida), com alguns outros pedaços mais espalhados. Segundo o paleontólogo, isso sugere a presença de dois indivíduos da espécie, embora seja difícil confirmar isso. O nome da espécie foi escolhido para homenagear os índios maxacalis, de Minas, e uma divindade da etnia, chamada Topa.

Ainda que incompleto, o fóssil traz bastante informação sobre a espécie: há vértebras do pescoço até o rabo, um pedaço do maxilar com dentes, ossos das patas traseiras e dianteiras e do peito. De lambuja, o grupo achou também grandes osteodermas -calombos ósseos que recobriam o couro do animal e são típicos dos titanossauros.

Apesar do tamanho, o bicho mostra que a vida no Cretáceo, a última fase da Era dos Dinossauros, não era mole para herbívoros. Alguns de seus ossos fósseis têm marcas de dentadas, provavelmente deixados por carnívoros que o atacaram ou comeram sua carcaça.

Pode ser que o M. topai tenha tido parentes argentinos. Traços como os osteodermas volumosos e as vértebras da cauda achatadas o aproximam do grupo dos saltassaurinos, achados na Argentina, "embora ele provavelmente fosse mais primitivo que eles", diz Kellner.

O trabalho teve apoio da Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Os pesquisadores querem lançar um concurso para "batizar" o esqueleto, que já está em exposição no Museu Nacional.

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Publicado na coluna Marcia Peltier, do Jornal do Commercio


Aguardando ok

Executivos do laboratório de produtos veterinários Biogenesis S/A apresentam, hoje, no Ministério da Agricultura, seu projeto para construção de um complexo em Goiás. Esta será a primeira planta de produção da empresa argentina no Brasil, dedicada à fabricação de vacinas contra a febre aftosa. O investimento estimado é de US$ 15 milhões, na primeira fase.


Aliás

A arquitetura com biossegurança, necessária a prédios dessa natureza, está em alta. O arquiteto Oswaldo Magalhães Filho, responsável pelo projeto da Biogenesis, já assinou mais de 190 do gênero.


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Remédio contra artrite descoberto por acaso

Cientistas dos Estados Unidos descobriram por acaso uma enzima que inibe as dores da artrite e outros males inflamatórios, quando buscavam controles biológicos para pragas, segundo um estudo publicado ontem em uma revista especializada.

Segundo a "Proceedings of the National Academy of Sciences", a enzima descoberta por pesquisadores da Universidade da Califórnia já foi testada em roedores e é tão potente quanto os analgésicos Vioxx e Celebrex (inibidores Cox-2), mas não altera a química do sangue, o que poderia causar problemas cardíacos.

Kara Schmelzer, que dirigiu a pesquisa, afirmou que se trata de uma descoberta muito importante, que oferece uma forma inovadora de reduzir as inflamações mediante um tratamento combinado com o objetivo de reduzir os efeitos secundários.

Segundo explicou Bruce Hammock, o laboratório da universidade estava tentando encontrar uma forma de controlar o desenvolvimento das larvas nos insetos. Após a descoberta, no entanto, a pesquisa "passou a ser centrada no controle da dor", afirmou Hammock, professor de entomologia e membro da Academia Nacional de Ciências.

Erick Gershwin, chefe da Divisão de Reumatologia, Alergia e Inmunologia Clínica da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, afirmou que "esta é a descoberta mais importante sobre a inflamação em mais de uma década".

Segundo os autores do estudo, os remédios antiinflamatórios são receitados para mais de 73 milhões de pessoas no mundo todo. Muitas pessoas sofrem com os efeitos secundários dos remédios. Há dois anos, o remédio Vioxx foi retirado do mercado por causar problemas cardíacos em seus usuários. A decisão foi tomada depois que um estudo revelou que os problemas cardíacos haviam quadruplicado nos pacientes que consumiam Vioxx.

Segundo Bora Inceaglu, membro da equipe de pesquisas, a combinação da enzima com esses remédios antiinflamatórios poderia reduzir a tendência dos pacientes a desenvolver coágulos, que são a causa principal dos problemas cardíacos.

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Jogadores armazenam células-tronco dos filhos

Os jogadores do Campeonato de futebol da Inglaterra selecionaram células-tronco do cordão umbilical de seus bebês recém-nascidos, a fim de, eventualmente, utilizá-las para tratar suas próprias lesões, revelou neste domingo o jornal britânico "Sunday Times". Segundo a edição dominical do Times, cinco jogadores profissionais congelaram as células retiradas do cordão umbilical de seus filhos, a fim de usá-las no tratamento de problemas de cartilagem ou ligamentos. O francês Thierry Henry estocou as células-tronco, destinadas, em caso de necessidade, a seu filho. "Decidimos conservar as células-tronco de nosso recém-nascido por razões terapêuticas, ao mesmo tempo para nossos filhos e para mim mesmo", declarou ao Sunday Times um dos jogadores, que pediu para ter a identidade preservada.

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Cotas: bolsas podem aumentar 10%

Se o reajuste for aprovado, benefício para calouros subiria a R$ 209

A Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia planeja aumentar em 10% as bolsas de estudo – de R$ 190 para R$ 209 – concedidos a alunos cotistas da Uerj e da Uenf, no primeiro ano do curso. “Estamos aguardando o aumento nas bolsas do CNPq, para encaminhar a proposta à área econômica do governo estadual e ver se é possível reajustar ainda este ano”, afirma o secretário Wanderley de Souza.

Domingo, O Dia mostrou a luta dos cotistas para se manter no curso e que o número de inscritos no sistema tem caído a cada ano.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) também repassou R$ 100 mil para o Programa de Apoio à Iniciação Acadêmica (Proiniciar) da Uerj, que dá assistência a alunos cotistas. O dinheiro será usado na compra de equipamentos para o laboratório de ensino, como computadores, impressoras, projetores de multimídia e videocassetes, além de material de consumo. A verba será utilizada na ampliação de oferta de atividades instrumentais, que incluem aulas de Português, Inglês e Matemática e oficinas culturais.

Contra a evasão

Para educadores, uma das razões para a redução do número de cotistas é a evasão escolar no Ensino Médio. Para garantir que os estudantes não deixem as escolas, a Secretaria Estadual de Educação reformulou o projeto do Grupo de Visitadores, de combate ao abandono e à repetência. Equipes formadas por pais e professores vão acompanhar a ausência do aluno e sensibilizar as famílias para o retorno dele.

As faltas de menores de 18 anos deverão ser notificadas à secretaria, após 10 dias de ausência sem justificativa. Segundo o secretário Arnaldo Niskier, a evasão tira da escola 3% dos alunos. No programa anterior, 700 estudantes conseguiram trazer de volta às salas 2.013 alunos em 140 escolas.

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Elite diz não aos cotistas

Direito, Medicina e Engenharia são contra a reserva de vagas para alunos da rede pública

A adoção de cotas para alunos da rede pública enfrenta a resistência de alunos e professores dos cursos mais disputados do vestibular. Pesquisa inédita ‘Quatro anos de políticas de cotas’, do Laboratório de Políticas Públicas (LPP) e do Programa Políticas da Cor, da Uerj, feita com 558 professores de quatro universidades, que adotaram o sistema, mostra que 70% dos docentes de Medicina rejeitam cotistas.

Oposição também é grande entre professores de Engenharia Civil (65,9%) e de Direito (45%) da Uerj, Uneb (Bahia), UnB (Brasília) e Ufal (Alagoas). A aceitação fica por conta dos cursos menos elitizados, como História (69,7%) e Pedagogia (74,7%).

Os dados reforçam a posição da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que já se manifestou contra. Acreditam que o ensino perderá a qualidade. Na pesquisa, mais de 90% dos professores que deram aulas para cotistas afirmaram que o nível acadêmico permaneceu igual ou melhorou com as cotas.

Para o reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, a cota não resolve porque não ataca o ponto central: só 10% dos jovens de 18 a 24 anos chegam à universidade, contra 60% nos Estados Unidos. “Só tem acesso a elite. É preciso multiplicar as chances de ingresso, como a ampliação de cursos noturnos”, afirma. Até o fim do ano, o Conselho Universitário discutirá o ingresso diferenciado, que prevê aumento de 5% em cada curso para alunos da rede pública.

Desigualdade

“Se o projeto do Governo federal for aprovado, vamos cumprir e reservar 50% das vagas para a rede pública, mas não elimina a possibilidade de fazermos nossa experiência”, diz Aloísio.

Yvonne Maggie, professora de Antropologia da UFRJ, foi uma das que assinaram o manifesto contra as cotas entregue a deputados e senadores. “O objetivo é criar um país dividido. Querem mostrar que o Brasil é racista, enquanto jogam para debaixo do tapete a desigualdade do sistema educacional”, diz.

Para o pesquisador Pablo Gentili, do Laboratório de Políticas Públicas (LPP), a falta de políticas de apoio torna a permanência mais difícil que o vestibular. “Nos EUA, o aluno de Medicina tem livros na biblioteca. Aqui, o estado faz cosmética e não investe na manutenção dos cotistas”, critica.

A Uerj tem 25 mil alunos e 10 mil cotistas — 1.350 recebem bolsa no primeiro ano de R$ 190 mensais. “Precisaria de 7.500 bolsas de R$ 350. Para um receber, outro larga”, diz a subreitora de Graduação da Uerj, Rachel Villardi. Segundo ela, como não há vagas para todos, cotas garantem acesso dos carentes a cursos, como Medicina, Odontologia, Direito e Engenharias.


Os prós e os contras

ARGUMENTOS CONTRA

- As cotas vão acirrar o racismo e o preconceito;
- Não funcionam: faltam políticas de permanência;
- Discriminam brancos pobres da rede pública;
- Nível acadêmico das universidades cairá;
- O problema é a baixa qualidade do ensino público;
- Não podem adotar critérios raciais por causa da mistura de raças no Brasil;
- Ferem o princípio da igualdade, pelo qual todos são iguais perante a lei;
- Subvertem princípio do mérito acadêmico. ao deixar de fora alunos com notas maiores no vestibular;

A FAVOR DO SISTEMA

- Universidade não reflete diversidade racial;
- As cotas são a reparação da injustiça social contra negros e pobres;
- Estudos mostram que nas universidades onde cotas foram adotadas não houve queda na qualidade do ensino;
- Cotas não criam o racismo pois o preconceito já existe;
- A reserva de vagas e a melhoria da Educação Básica podem ser feitas juntas. Uma coisa não exclui outra.

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Nasa se prepara para proteger Atlantis de tempestade

Com a tempestade tropical Ernesto se aproximando, administradores da Nasa desistiram de lançar o ônibus espacial Atlantis hoje e se preparam para levar a nave de volta para uma área coberta.

O Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA calcula uma trajetória para a Ernesto que coloca a tempestade poucos quilômetros a Leste do Centro Espacial Kennedy na amanhã ou quinta-feira. "Estamos cada vez mais preocupados" com a tempestade, disse a especialista em meteorologia do ônibus espacial, Kathy Winters. A menos que a tempestade mude de rota, a Nasa pretende começar a levar a nave de volta para o Edifício de Montagem na manhã de hoje, disse o diretor do lançamento, Mike Leinbach.

Se isso ocorrer, serão necessários mais oito dias antes que a nave possa retornar à base de lançamento. Se não for preciso guardar o Atlantis no edifício, o lançamento poderá ocorrer no final de semana. A Nasa, agora, se vê entre dois interesses opostos: um cronograma de lançamento apertado contra a necessidade de preservar o ônibus espacial, uma máquina de bilhões de dólares, de danos.

As normas proíbem que o ônibus espacial fique ao ar livre se os ventos superarem a velocidade de 72 km/h. São necessários pelo menos dois dias de preparação para levar o Atlantis de volta ao Edifício de Montagem. O primeiro passo é a remoção do combustível super-resfriado dos tanques da nave. Depois disso, são retiradas as partes explosivas - o tanque externo e os foguetes de combustível sólido.

O veículo que carrega a nave de volta ao edifício é lento e leva 12 horas para fazer a viagem. Retirar o Atlantis da base de lançamento porá o cronograma da missão em risco, e ameaçará a meta de terminar a construção da Estação Espacial Internacional (ISS) o quanto antes.

A Nasa pretende lançar o Atlantis até 7 de setembro, para que o ônibus espacial não interfira com a missão da nave russa Soyuz, que deve ser lançada em meados do próximo mês. A janela de lançamento também se estreita porque a agência espacial americana quer fazer a decolagem durante o dia, para que haja luz natural para fotografar o tanque externo da nave em vôo, em busca de possíveis danos.

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